Ministra faz apelo para a recuperação das instalações desportivas
- 16/02/2026
Margarida Balseiro Lopes esteve esta tarde na Marinha Grande, onde visitou vários equipamentos culturais e desportivos afetados pelas depressões recentes e, no final, reuniu com responsáveis autárquicos dos 10 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL).
No encontro, a ministra ouviu um balanço da situação naqueles concelhos e prometeu que haverá respostas do Governo "nos próximos dias", mas pediu aos representantes da CIMRL que declarem os estragos e ativem os seguros que existem.
"O reporte dos danos às CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] é essencial, até no contexto dos fundos europeus a que queremos candidatar o país e do PTRR [Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português] que estamos a construir. Temos de ter noção do retrato da situação", apelou.
Na área do desporto, há um trabalho a fazer junto das seguradoras, vincou Margarida Balseiro Lopes.
"Sei que a prioridade foi fazer face a situações dramáticas das pessoas não terem água, telecomunicações, eletricidade e ainda por cima terem a chuva a entrar em casa", disse, mas "há muitos equipamentos municipais e de alguns clubes que têm seguro e ainda é preciso fazer a ativação desses seguros".
Esses procedimentos são considerados essenciais, porque "muitos clubes que têm equipamentos, de outra forma não terão capacidade para reconstruir o seu património".
Na área do desporto, a ministra considerou que, "com criatividade, é possível restabelecer a atividade física nos concelhos".
A prioridade é recolocar as crianças e os jovem a praticar desporto: "Isso é importante: não ficarmos amarrados às consequências devastadoras da tempestade e das depressões que tivemos a seguir".
Pombal e Leiria, exemplificou, "com uma grande ginástica e criatividade, estão a procurar retomar. Pombal já está, Leiria será na próxima semana".
E lembrou o caso de duas escolas de Leiria que ficaram sem pavilhões: "O município vai colocar lá duas tendas para garantir que centenas e centenas de crianças tenham atividade física. Não são as condições ideais, mas é o tipo de ações que, nesta fase, é essencial que sejam tomadas".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.














