Milhares saíram às ruas em manifestações de apoio à Palestina
- 29/11/2025
Hoje assinala-se o Dia Internacional de Solidariedade com o povo palestiniano, tendo ocorrido manifestações em várias cidades europeias, nomeadamente Paris, Barcelona, Madrid, e também em Lisboa e no Porto.
De acordo com a agência France-Presse (AFP), pelas ruas de Paris marcharam milhares de pessoas que erguiam bandeiras da Palestina e cartazes com frases de ordem como "Palestina, não nos calarão" e "Parem o genocídio".
Os números da participação na manifestação em Paris tiveram versões díspares: 50.000 mil para os organizadores ou cerca de 8.400 pessoas segundo as autoridades policiais de Paris.
Foi notada a presença do líder do partido de esquerda radical França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, segundo relatou a AFP.
Em Espanha, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano foi assinalado com uma marcha de cidadãos em Madrid, que exigiram ao Governo espanhol "o embargo de armas e o fim das relações com Israel", porque "o genocídio continua".
As autoridades espanholas também relataram uma manifestação em Barcelona com cerca de 800 pessoas e outra em Logroño com meio milhar de participantes, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
Para assinalar o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano realizaram-se hoje em Lisboa e no Porto manifestações inseridas na campanha "Todos pela Palestina! Fim ao Genocídio! Fim à Ocupação", que conta com mais de 150 associações e coletivos de Portugal.
A guerra em Gaza foi desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas, em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
A retaliação de Israel provocou mais de 70 mil mortos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera credíveis.
A ofensiva israelita também destruiu quase todas as infraestruturas de Gaza e provocou a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
Um cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos está em vigor no enclave palestiniano desde 10 de outubro, mas as duas fações acusam-se mutuamente de violações da trégua.
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