"Milhares de euros em prejuízos". Pede-se verba do PTRR para agricultura
- 17/02/2026
Num comunicado hoje divulgado, a Confagri (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal) afirma que o presidente da confederação "não pode ficar indiferente ao anúncio do primeiro-ministro sobre a criação do PTRR, apelando a que este considere uma verba exclusiva para o setor agrícola que durante as mais recentes tempestades somou milhares de euros em prejuízos".
Sobre os acordos comerciais entre a União Europeia e outros blocos económicos, bem como algumas perspetivas sobre a PAC pós-27, Idalino Leão sublinhou que a proposta para a PAC pós-27 "reverte os próprios princípios da Política Agrícola Comum", defendendo uma PAC "reforçada, robusta, assente em dois pilares e que não ampute as verbas de investimento".
Idalino Leão defendeu que "este é o modelo da PAC que deve ser exigido por todos, seja na Assembleia da República, seja no Parlamento Europeu" e advertiu os presentes no encontro para que "não se deixem enganar pela promessa de um Fundo Único", pois na verdade este "é apenas uma forma de mascarar os inúmeros cortes que se preveem para a agricultura".
No comunicado, a confederação também afirma que no 12.º Encontro Nacional de Técnicos, em 13 e 14 de fevereiro se reuniram mais de 500 profissionais do setor cooperativo agroalimentar em Mortágua, para preparar o início da Campanha dos Pedidos Únicos de Ajuda e debater sobre as principais políticas que incidem sobre o setor agroalimentar.
Ao longo de dois dias, as sessões de esclarecimento técnicas de capacitação foram sendo intercaladas com sessões de debate sobre os desafios globais que se avizinham, como "As Alterações Geopolíticas e os Desafios do Agronegócio", onde foram abordados os acordos comerciais entre a União Europeia e outros blocos económicos, bem como algumas perspetivas sobre a PAC pós-27, refere ainda o comunicado.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.
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