Microsoft: Empresas chinesas de IA estão a assumir liderança em África

  • 14/01/2026

Citado na edição de hoje do jornal britânico Financial Times, Brad Smith destacou a rápida adoção da tecnologia da DeepSeek - uma 'startup' chinesa de IA - em mercados emergentes como a Etiópia e o Zimbabué, onde o modelo R1 da empresa ganhou terreno graças à sua acessibilidade.

 

"Temos de reconhecer que a China possui agora um modelo de código aberto competitivo, beneficiando de subsídios governamentais que permitem, na prática, vender abaixo do custo das empresas norte-americanas", afirmou o responsável.

Segundo uma investigação da própria Microsoft, o modelo R1, lançado há um ano, acelerou a adoção da IA no chamado Sul Global, sobretudo devido ao seu custo reduzido.

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Nos dados citados, a DeepSeek detém atualmente uma quota de 18% do mercado de IA na Etiópia e 17% no Zimbabué. Em países com limitações ao uso de tecnologia norte-americana, como Bielorrússia (56%), Cuba (49%) e Rússia (43%), a empresa chinesa também lidera.

Enquanto isso, gigantes norte-americanas como OpenAI, Google e Anthropic têm optado por manter controlo exclusivo sobre os seus modelos mais avançados, comercializando-os através de subscrições ou contratos empresariais.

Smith apelou a um reforço do investimento em África, defendendo a mobilização de bancos multilaterais de desenvolvimento para financiar infraestruturas como centros de dados e custos energéticos.

"Se dependermos apenas do capital privado, não será suficiente para competir com rivais fortemente subsidiados", sublinhou.

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Lusa | 13:19 - 13/01/2026

Especialistas africanos, como Bright Simons, do grupo de reflexão IMANI (Gana), consideram que, embora não haja dados científicos conclusivos sobre a liderança da DeepSeek, os sistemas chineses de código aberto oferecem alternativas viáveis para países com menos recursos.

Simons também referiu o uso crescente de modelos linguísticos locais, como o pan-africano Masakhane e o sul-africano InkubaLM.

A Microsoft alertou ainda para o risco de aprofundamento da "divisão digital" entre norte e sul.

No quarto trimestre de 2025, cerca de 24% da população dos países desenvolvidos do norte utilizava IA, contra apenas 14% no sul, segundo o estudo da empresa.

Brad Smith avisou que o desinteresse do Ocidente em apoiar a adoção de IA em regiões como África poderá abrir espaço a sistemas "não alinhados com os valores democráticos".

"Ignorar o futuro de África é ignorar o futuro do mundo", concluiu.

Leia Também: Executivo da Microsoft desmente que empresa está a preparar despedimentos

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/tech/2918961/microsoft-empresas-chinesas-de-ia-estao-a-assumir-lideranca-em-africa#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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