Michael, o lusodescendente que foi de ator em Nova Iorque à Guarda Suíça
- 02/02/2026
"Sou um grande fã do Presidente, de Portugal, da comida portuguesa", declarou à agência Lusa o jovem soldado do corpo militar de elite responsável pela segurança do Papa e da sua residência, composto estritamente por cidadãos suíços católicos.
É o único falante de português entre os cerca de 135 elementos da Guarda Suíça Pontifícia e teve oportunidade de cumprimentar Marcelo Rebelo de Sousa, com quem ainda tirou uma fotografia, à saída do Palácio Pontifício, onde o chefe de Estado se reuniu como Papa Leão XIV.
Enquanto aguardava a saída do Presidente da República, no Pátio de São Dâmaso, Michael contou à Lusa que era ator em Nova Iorque, onde viveu dois anos, e decidiu candidatar-se à Guarda Suíça Pontifícia por "uma chamada de Deus", interrompendo a carreira artística.
Cumpria os critérios de idade, cidadania suíça, com domínio de duas línguas, francês e italiano, e pertença à Igreja Católica, entre outros, exigidos para entrar no corpo da Guarda, que é considerado o menor e o mais antigo exército do mundo.
Os pais de Michael emigraram para a Suíça na década de 1980, o pai vindo de Montalegre, no distrito de Vila Real, e a mãe de Arco de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.
Michael cresceu em Genebra, mas adaptou-se facilmente à vida na Cidade do Vaticano e ao ambiente envolvente de Roma: "Para mim foi fácil. Quando se vive em Nova Iorque dois anos, pode-se viver em qualquer parte do mundo", comentou.
As visitas a Portugal são frequentes, "quase todos os anos", e apesar das origens nortenhas o jovem elege Lisboa como "cidade favorita".
Na Guarda Suíça há seis meses, o soldado recordou o momento solene em que prestou juramento, prometendo proteger o Papa e os seus sucessores, se necessário com a própria vida, e destacou o compromisso de cumprir "um mínimo de dois anos de serviço", que assumiu movido por "algo mais forte".
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