Metro de Lisboa adota medidas preventivas em zonas ribeirinhas
- 05/02/2026
As medidas foram tomadas perante os alertas da Proteção Civil, que "apontam para uma noite complicada em termos de aumento do caudal do Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas", referiu à agência Lusa Nuno Soares, diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa.
As medidas de proteção estão a ser adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.
Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, estes materiais terão que ser retirados para serem "repostas as condições normais de funcionamento" do metro.
"Embora isto dependa do evoluir da situação (...), admitimos neste momento que há uma hipótese (...) de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde", frisou Nuno Soares.
O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa acrescentou que a empresa irá atualizar de forma permanente a informação sobre as suas linhas.
Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.
A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa está hoje interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico, indicou a mesma fonte.
O Metro de Lisboa tem um sistema de bombagem de água instalado no local, mas que pela subida rápida, esta não foi suficiente para retirar toda a água que surgia dentro do túnel.
"Por razões de segurança, o Metropolitano interrompeu a circulação na Linha Azul e pediu a colaboração dos bombeiros, que dispõem também de equipamentos de bombagem, para reforçar o nosso próprio sistema", referiu Nuno Soares.
Pelas 20:15, o nível da água estava a "baixar francamente", mas ainda não havia estimativa de hora para a reposição da circulação.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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