Mesão Frio regista cheias devido à chuva e pede precaução à população
- 06/02/2026
"O município de Mesão Frio informa que, em consequência da elevada precipitação registada nas últimas horas, os níveis das zonas ribeirinhas do concelho continuam a subir, verificando-se várias situações de cheia, com particular incidência na Zona Fluvial da Rede. A situação encontra-se sob monitorização permanente", lê-se numa publicação da autarquia nas redes sociais, cerca das 12:00.
Na mesma publicação, a câmara pede à população que adote "comportamentos de precaução, evitando a circulação em zonas inundadas e cumprindo rigorosamente as indicações das autoridades competentes".
Numa publicação anterior, a Câmara de Mesão Frio alerta para o acrescido risco de cheias e inundações e refere que se mantêm interditas à circulação a rua de Entre Quintas, na fronteira entre as freguesias de Vila Marim e Cidadelhe, devido à elevada instabilidade do talude superior, bem como a rua da Portela, na freguesia de Oliveira, devido ao perigo de derrocada do muro que suporta a estrada.
Também a Rua da Estação, na freguesia de Barqueiros, no troço compreendido entre a Capela de Nossa Senhora da Conceição e a Estação Ferroviária de Barqueiros, devido à instabilidade dos taludes existentes, está interditada.
Entre 29 de janeiro e segunda-feira registaram-se várias derrocadas de muros e deslizamentos de terras, provocados pelas condições meteorológicas adversas, com impacto em todas as freguesias do concelho de Mesão Frio.
Além de Mesão Frio, no distrito de Vila Real também em Sabrosa e em Santa Marta de Penaguião foi ativada a Situação de Alerta de Âmbito Municipal.
Os municípios justificam com os vários incidentes que têm ocorridos nestes concelhos, como quedas de muros, deslizamentos e cortes de estradas que colocam em risco a segurança de pessoas e bens e dificultam a atuação dos meios de socorro.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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