Mendes tem condições para ser "um grande Presidente", diz Ferreira Leite
- 16/01/2026
"Eu estou aqui pelo partido. E devo dizer que é por amor ao partido que, mais uma vez, me envolvi nesta campanha e porque ela está neste momento centrada numa figura que nunca conheci sem ser do partido", começou por afirmar a antiga ministra das Finanças.
Ferreira Leite participou num almoço de campanha de Marques Mendes que juntou cerca de duzentas mulheres numa cervejaria em Lisboa, incluindo as ministras do Trabalho, do Ambiente e da Cultura, a presidente da sua comissão de honra, Leonor Beleza, e a ex-militante e candidata à liderança da IL Carla Castro, que já tinha manifestado apoio ao candidato.
A antiga ministra admitiu que a sua opinião sobre o candidato pode ser "um pouco enviesada", porque, além de ser do PSD, "é um bocado 'tifosi'" (termo utilizado no futebol para designar fãs ou fanáticos).
"Nessa qualidade, não me passaria pela cabeça algum dia fazer qualquer tipo de crítica ou reticência a uma candidatura que eu considero natural e nunca o faria em nome do PSD. E, portanto, eu falo em nome do PSD", vincou.
Nessa qualidade, a antiga líder do PSD recordou que, quando trabalharam lado a lado nos governos de Cavaco Silva, "poucas pessoas tomavam decisões sem saber qual era a opinião" de Marques Mendes, destacando a sua "dedicação permanente à causa pública" e "intuição política muito invulgar".
"E é assim que ele aparece, de forma natural, como candidato à Presidência da República pelo PSD. Há quem goste mais ou quem goste menos, mas há uma coisa que não conseguem negar: é que reúne todas as condições para poder vir a ser não só Presidente da República, como um grande Presidente da República", defendeu.
Ferreira Leite disse não ter dúvidas que Mendes terá "capacidade para manter o país dentro do rumo" e, especialmente, tem a certeza "de que nunca se afastará dos princípios que orientam o PSD".
"E por isso aqui estou publicamente a dizer que vou votar no dr. Marques Mendes e que estou convencida de que a grande maioria dos portugueses também o fará", salientou.
Num almoço sobretudo com participantes femininas, deixou ainda uma palavra especial à mulher do candidato, Sofia Marques Mendes, que o tem acompanhado ao longo de toda a campanha.
"Eu realmente nunca vi nenhuma campanha - e já vi muitas - em que a mulher dos candidatos fosse tão presente de tal forma que já me cheguei quase a comover com o aspeto de cansaço que ela aparenta", disse.
Por isso, apelou aos portugueses que saibam copiar o exemplo da boa escolha de Marques Mendes no casamento.
"Saibamos nós quem vamos escolher: o marido da doutora Sofia Marques Mendes", disse.
Antes, a deputada do PSD Eva Brás Pinho, eleita por Lisboa, defendeu que a Presidência da República "não é um espaço de afirmação pessoal, não é um palco para vaidades, nem é um instrumento de oposição política".
Dirigindo-se diretamente à sua geração, a deputada de 26 anos admitiu que, no atual "mundo acelerado", a pressão para que os jovens fiquem fechados numa caixinha de pessoas que pensam exatamente igual", mas defendeu que o mais importante para o país é ter "um Presidente honesto, estável, coerente".
"O que é que nos importa se sabe conduzir motas, se sabe cozinhar, se fica bem ou pior de farda? Nada disso importa", afirmou.
Numa crítica implícita ao adversário João Cotrim Figueiredo, criticou quem diz "uma coisa à terça-feira e dois dias depois afinal não era bem aquilo que queria dizer, nem era bem aquilo em que estava a pensar".
"Um presidente que não é agressivamente defensivo quando legitimamente confrontado, mas sim firmemente defensor dos interesses de todos e de todas nós. Com a calma que só uma consciência limpa e propósito pode trazer", afirmou.
Noutra parte do discurso, deixou também uma palavra especialmente dirigida às mulheres.
"Queremos um país onde as mulheres vivem sem medo de ser agredidas e onde não são desrespeitadas nem desconsideradas", apelou.
[Notícia atualizada às 16h30]
Leia Também: Mendes diz que Seguro é "passivo" e próximo Presidente tem de ser "ativo













