Mendes quer estabilidade para "aumentar salários" e "baixar impostos"
- 14/01/2026
"Quero ser o Presidente que vai defender a estabilidade para Portugal, a estabilidade que permite aumentar salários, aumentar pensões e baixar os impostos. É a estabilidade a favor das pessoas, sobretudo do povo, que passa mais dificuldades", afirmou.
A dois dias do final da campanha eleitoral, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP passou pela sua terra natal, Fafe, no distrito de Braga, e voltou a apelar ao voto útil.
"Não pode haver grande dispersão de votos, tem de se concentrar votos. Há pessoas às vezes que dizem: 'à segunda volta eu voto em si'. Não, tem de ser à primeira volta, porque se não for à primeira volta não há segunda volta", avisou.
Falando aos apoiantes durante uma arruada, em cima de um banco de jardim, e com a ajuda de um megafone, Luís Marques Mendes referiu o facto de ter ao seu lado o presidente da Câmara, Antero Barbosa, eleito pelo PS, que o apoia nestas eleições, bem como outros antigos autarcas, para assinalar que "é assim" que quer "ganhar a eleição no próximo domingo", com "pessoas à direita ou pessoas à esquerda".
"Pessoas mais do centro-direita ou mais do centro-esquerda, pessoas que querem o melhor para Portugal. Eu quero unir todas estas pessoas, porque todas são importantes e Portugal precisa de todas. É este o meu objetivo, o objetivo de unir", indicou.
O candidato defendeu também que Belém não precisa de "uma pessoa que anda permanentemente a mudar de ideias e de comportamentos", mas sim de "uma pessoa experiente, estável, preparada, que não muda de opinião consoante as circunstâncias".
"Que sabe muito bem onde tem a cabeça e que não anda aqui com exercícios de imaturidade ou de precipitação. É essa a minha atitude", acrescentou, numa referência ao adversário João Cotrim Figueiredo.
Momentos antes, em declarações aos jornalistas, Marques Mendes disse que o regresso do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, à sua campanha, "já estava previsto" e não se deveu às sondagens.
"Já estava previsto desde o início que ele participaria antes da campanha e depois na parte final da campanha. Já estava previsto há 15 dias ou mais", referiu.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP considerou que "há sondagens para todos os gostos e está tudo completamente em aberto".
Mendes indicou que estes últimos dias quer falar, sobretudo, "para os indecisos e para as pessoas que podem mudar ainda o sentido do voto".
Luís Marques Mendes afirmou também que são os portugueses que vão decidir os dois candidatos que passarão a uma eventual segunda volta, não querendo antecipar cenários.
"Eu cá no meu íntimo - não minto - tenho as minhas ideias, mas não devo transmitir publicamente. Eu neste momento estou apenas e só empenhado em ser uma das pessoas que vai passar à segunda volta. Eu vou passar à segunda volta e acho que vou passar em primeiro lugar, é a minha convicção", reiterou.
Mais à frente, a comitiva parou num café e aguardou pela divulgação dos resultados da sondagem do Now, canal que estava ligado na televisão do estabelecimento, que o coloca em segundo lugar, atrás de André Ventura.
Os números foram recebidos com palmas pelos apoiantes de Marques Mendes concentrados no café e, aos jornalistas, o candidato disse que este estudo de opinião lhe dá "uma grande esperança, mas não surpreende".
"Aquilo que diz esta sondagem é aquilo que eu sinto na rua, entusiasmo, apoio, uma campanha em crescente. E a partir de agora, o que esta sondagem mostra é aquilo que eu tenho sublinhado, está tudo em aberto, tudo pode acontecer", acrescentou.
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