Mendes diz que Seguro é "passivo" e próximo Presidente tem de ser "ativo
- 16/01/2026
Falando aos jornalistas numa pastelaria em Sintra (distrito de Lisboa), no arranque do último dia de campanha para as eleições presidenciais de domingo, o candidato mostrou-se convicto de que representa "a única candidatura que, de uma forma clara, pode vencer ao populismo, pode vencer ao experimentalismo e pode vencer a uma candidatura de centro-esquerda que é muito simpática, mas que é um pouco passiva".
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse existir "uma diferença essencial" entre si e o candidato apoiado pelo PS: "Ele é mais passivo, eu sou mais ativo".
"O Presidente da República tem de ser mais ativo, mais interventivo", defendeu, considerando que um chefe de Estado "pode ser mais ativo aconselhando, exigindo" ao Governo e que um executivo "funciona melhor se um Presidente for mais exigente".
"Eu gosto da iniciativa, eu gosto de decidir. O Presidente da República tem de ser mais ativo dentro dos poderes presidenciais. Não deve criar crise, mas perante os problemas não pode ser passivo, não pode hesitar. Eu represento um pouco, pela minha maneira de ser, desde o início, um Presidente mais ativo", salientou.
Mais à frente, já no mercado municipal da Estefânia, o candidato foi confrontado com as declarações do atual Presidente da República, que avisou que o seu sucessor terá "uma tarefa mais difícil", e concordou que as circunstâncias "são radicalmente diferentes", porque a nível nacional o "parlamento nunca esteve dividido" e a "situação internacional é a pior de sempre desde a Segunda Guerra Mundial, é quase explosiva".
O candidato presidencial recusou também que defender uma atitude mais ativa seja uma crítica ao atual inquilino de Belém.
Luís Marques Mendes manifestou uma "confiança inabalável" de que passará a uma eventual segunda volta das presidenciais, uma vez que "ninguém vai ganhar à primeira, isso parece mais ou menos óbvio", e de que será eleito o próximo Presidente da República, e disse ter marcado presença em Sintra para buscar "inspiração para a vitória no domingo", nomeadamente no resultado do presidente da Câmara, Marco Almeida (PSD), nas autárquicas.
O candidato disse acreditar que os portugueses querem "estabilidade", um "Presidente preparado e diálogo, capacidade de entendimentos".
"Eu tenho alguma capacidade nestes três domínios. E por isso apelo muito aos portugueses, em particular àqueles que ainda estão indecisos. Não desperdicem o seu voto. Não desperdicem o seu voto, vão votar", apelou.
Questionado sobre possíveis cenários e sobre que candidatos poderão passar à segunda volta, Mendes disse não temer a decisão dos portugueses.
Os eleitores "vão pensar na estabilidade", porque querem "melhores salários, melhores pensões, baixar impostos e evitar crises", e "vão querer ter em Belém uma pessoa que sabe, que tem a cabeça no sítio, que é serena, que dá confiança, que dá segurança", além de alguém com capacidade para o diálogo e para fazer pontes, elencou.
Mendes mostrou-se também convicto de que "a abstenção não vai ser alta", porque "as pessoas percebem a importância desta eleição".
No último dia da campanha eleitoral, o candidato considerou que fez "uma boa campanha", "sempre a crescer, com as pessoas mais mobilizadas" e que, da parte do PSD, teve "excelentes condições".
Luís Marques Mendes afirmou ainda que não se arrepende de "coisíssima nenhuma", nomeadamente da forma como geriu as questões relacionadas com os seus negócios.
"Acho que fui alvo de um dos ataques mais injustos que é possível na democracia portuguesa. Um ataque brutalmente injusto, injusto, injusto. Mas num momento em que alguns queriam atirar lama para o debate, eu quis colocar em primeiro lugar a decência política", defendeu.
Questionado sobre se está a acontecer o mesmo com Cotrim Figueiredo relativamente à acusação de assédio por parte de uma ex-assessora da IL e que o candidato nega, Mendes voltou a não querer comentar o assunto.
[Notícia atualizada às 13h18]
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