Mendes diz que se distingue de adversários por liderança "firme"
- 10/01/2026
"Acho que isto faz muito a diferença hoje em Portugal. Nós temos alguns candidatos que são tranquilos, mas não são líderes, e nós temos outros que podem ter algum tipo de perfil de liderança, mas querem fomentar permanentemente a intranquilidade em Portugal", afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.
Mendes falava num jantar-comício na Lousã (distrito de Coimbra), onde discursou também o vice-presidente dos sociais-democratas e ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Luís Marques Mendes defendeu que "o país precisa e merece tranquilidade" e, por isso, tem insistido em duas questões que considera essenciais: a moderação e a estabilidade, mesmo que admita "não serem mediáticas".
Numa intervenção que começou depois das 23:00 e demorou mais de meia hora, o candidato deixou também um apelo aos portugueses que votarão nas presidenciais de forma antecipada no próximo domingo, reiterando a importância do valor da experiência.
"Dou-vos um exemplo: alguém que nunca passou pelo governo, que não tem experiência governativa, pode ser Presidente da República? Poder, pode, mas não é a mesma coisa comparado com alguém que tem experiência governativa", defendeu.
Marques Mendes pediu desculpa por ter chegado mais tarde ao jantar -- cerca das 21:00 -, justificando com a participação no Conselho de Estado, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, e que terminou já depois das 19:00.
Num território do interior, o candidato prometeu não se esquecer destas regiões se for eleito.
"De um modo geral, a comunicação social não liga nada a este tema. De um modo geral, a chamada bolha política e mediática não liga nada a esta questão da desertificação, do despovoamento do interior, mas, se eu for Presidente da República, ligarei muito, mas mesmo muito à questão central do desenvolvimento do interior", assegurou.
O candidato defendeu, por exemplo, que possa ser feita uma diferenciação fiscal positiva para os investimentos no interior.
"Enquanto há aí alguns dos meus candidatos adversários preocupados com casos e com casinhos, eu estou preocupado com as grandes causas que possam mudar, reformar e transformar Portugal. Para pequeno já chego eu, Portugal é um país pequeno, mas nunca será comigo um país irrelevante", assegurou.
Marques Mendes elogiou Miguel Pinto Luz, como "um dos mais poderosos e competentes" ministros do Governo PSD/CDS-PP, e referiu que teve na sexta-feira "uma vitória pessoal e política", com a aprovação no parlamento do pacote de habitação do executivo.
"É, ao mesmo tempo, uma grande vitória no setor da habitação, uma grande vitória para o país, de uma lei para permitir baixar impostos no domínio da habitação, para a construção e designadamente do arrendamento e da construção", disse, lamentando que em Portugal se discuta mais "o acessório e conjuntural" do que o essencial e estrutural.
O candidato deixou também um rasgado elogio ao eurodeputado Sebastião Bugalho, que tem acompanhado muitas das suas ações de campanha.
"É o talento em pessoa, é talento à direita, à esquerda, é talento às segundas, às terças, às quartas e às quintas. Ficam a saber, olhem para aquilo que eu vos digo: vocês durante muitos anos vão ouvir falar dele e vão ouvir falar cada vez mais dele, tenham a certeza absoluta", afirmou o antigo comentador televisivo.
Marques Mendes saudou ainda o acordo aprovado na sexta-feira entre a União Europeia e o Mercosul, considerando que nunca teria existido sem a moderação que defende.
"Num momento em que é cada vez mais difícil exportar para os Estados Unidos, passa a haver aqui uma grande alternativa. Hoje ficou aberta a possibilidade desse acordo, que demorou 25 anos a concretizar. Imaginem que não havia moderação, que não havia equilíbrio, então nem daqui a 25 anos tínhamos concretizado este grande projeto", disse, lamentando, também aqui, a pouca atenção mediática dada ao tema.
[Notícia atualizada às 00h30]
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