Maxwell "preparada para falar" mas... Trump tem de lhe conceder clemência
- 09/02/2026
Ghislaine Maxwell invocou, esta segunda-feira, a Quinta Emenda para não ter de responder às perguntas do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes sobre a sua ligação com o predador sexual Jeffrey Epstein. O seu advogado adiantou, no entanto, que, para a cliente falar, Donald Trump terá de lhe conceder perdão.
"Sob o meu conselho, Ghislaine Maxwell irá invocar a Quinta Emenda e recusa responder às perguntas, embora ela gostasse de o fazer", começou por explicar o advogado, David Oscar Markus, na rede social X (antigo Twitter).
Mas não se ficou por aqui, tendo explicado que há um habeas corpus a decorrer que demonstra que a condenação de Maxwell "se baseia num julgamento injusto".
"Se este Comité e o público americano querem ouvir a verdade não filtrada sobre o que aconteceu, há um caminho. A senhora Maxwell está preparada para falar de forma completa e honesta se lhe for concedida clemência pelo presidente Trump", lê-se.
E acrescentou: "Só ela pode fazer o relato completo. Alguns podem não gostar do que ouvem, mas a verdade importa. Por exemplo, tanto o presidente Trump como o presidente Clinton são inocentes de qualquer irregularidade".
Ghislaine Maxwell invoked her Constitutional right to silence this morning before @RepJamesComer and the House Oversight Committee. Here is the statement I gave to the Committee explaining why:
— David Oscar Markus (@domarkus) February 9, 2026
Members of the Committee:
On my advice, Ghislaine Maxwell will respectfully invoke…
Donald Trump, recorde-se, é várias vezes mencionado nos ficheiros divulgados, assim como o ex-presidente Bill Clinton que, inclusive, surgiu em diversas fotografias na ilha de Jeffrey Epstein.
O advogado termina a publicação dizendo que apenas Ghislaine Maxwell "é a única que pode explicar porquê" e que o "público tem direito a essa explicação".
Ghislaine Maxwell está a cumprir uma pena de 20 anos após ter sido condenada por tráfico sexual, conspiração e outras acusações em dezembro de 2021.
Recorde-se que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou 3,5 milhões de documentos, que compõem a visão mais detalhada, embora incompleta, do funcionamento interno da rede criada por Epstein e a confidente e cúmplice Ghislaine Maxwell.
Esses documentos incluem alguns dos primeiros relatórios da polícia de Palm Beach (Florida), gravações de algumas das vítimas de Epstein e e-mails internos do Departamento de Justiça de há apenas alguns meses.
Portugal também é mencionado nos ficheiros
Acumulam-se as referências a Portugal nos ficheiros de Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano (DOJ, em inglês), ainda que umas sejam mais inócuas do que outras. O nome do pedófilo surge, inclusive, numa denúncia remetida às autoridades daquele país, que dava conta de que "milionários americanos" viajavam até Portugal para abusar sexualmente de menores na Casa Pia.
A denúncia, que foi enviada na noite do dia 23 de julho de 2019, fazia menção ao terceiro episódio do documentário "O Desaparecimento de Madeleine McCann", lançado no mesmo ano. Com "Jeffrey Epstein" no assunto, o denunciante sugeria que poderia haver uma ligação entre o predador sexual e o processo Casa Pia.
















