Mau tempo. Uma centena de casas intervencionadas em Castanheira de Pera
- 09/02/2026
"No que diz respeito a habitações, foram identificadas 525 afetadas. Para dar auxílio a esta questão, foram criadas equipas dedicadas ao levantamento das habitações danificadas e equipas para dar resposta imediata às situações mais urgentes", refere o município numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, adiantando que, "até à data de hoje, foram intervencionadas 104 habitações entre reposição de telhas e colocação de lonas".
No estaleiro municipal, a autarquia disponibilizou um banco de telhas gratuito, enquanto no pavilhão municipal há acesso a banhos quentes gratuitos.
Já no quartel dos bombeiros e na Biblioteca Municipal há espaço para carregamento de equipamentos e acesso à Internet, sendo que nesta última é possível, também, trabalho remoto.
Realçando que o concelho não tem registo de vítimas devido ao mau tempo, o município presidido por António Henriques explica que as equipas de ação social, com a colaboração da Misericórdia de Castanheira de Pera, "asseguraram de imediato o apoio à população mais vulnerável".
Foram acompanhadas um total de 303 pessoas, incluindo sete desalojados e oito doentes com necessidades de oxigenoterapia diária, e uma sala da Misericórdia acolheu pessoas com patologia de apneia do sono.
A quase 20 famílias foi dado "apoio com materiais como lanternas e pilhas" e outras sete "receberam produtos alimentares".
Para alargar o apoio à comunidade, foi criado "um grupo de trabalho para auxiliar a população no levantamento de danos e pedidos de apoio", podendo os munícipes ir aos Paços do Concelho ou ao serviço móvel que começou hoje a percorrer as aldeias do concelho.
Segundo a Câmara, que ativou o Plano Municipal de Emergência na manhã de 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, as principais ocorrências identificadas foram queda de árvores sobre vias públicas, habitações e infraestruturas e associada a movimentos de massa.
Foram ainda registadas queda parcial ou total de estruturas edificadas, inundações em habitações, resultantes de danos em telhados, danos em cabos e postes da rede de comunicações (móvel e fixa) e danos em cabos e postes da rede de elétrica.
"Nas infraestruturas elétricas de média tensão, foram identificadas 60 danificadas. Na baixa tensão os danos ainda se encontram a ser contabilizados", adianta a Câmara, assinalando que a reposição da energia elétrica está "praticamente regularizada, com exceção de alguns casos pontuais".
Quanto às telecomunicações, os danos na rede fixa "são grandes e difíceis de contabilizar", sendo que a situação está "parcialmente regularizada", acrescenta.
A semana passada, o presidente do Município de Castanheira de Pera estimou em cinco milhões de euros os prejuízos no concelho após a depressão Kristin, referindo então haver danos em 550 habitações.
"São cerca de 600 infraestruturas e habitações com danos", disse na ocasião.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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