Martins agradeceu a luta das vendedoras do Bolhão que guardaram cravos
- 15/01/2026
Diz que a identidade do mercado se confunde com a sua. "O Bolhão é uma parte do que eu sou e qualquer pessoa do Porto sabe", disse a candidata aos jornalistas, lado de uma vendedora.
A visita ao Mercado do Bolhão, no Porto, estava marcada para as 17:30, quando o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP estava a sair do local. As comitivas chegaram a cruzar-se, mas quando Catarina Martins chegou, já não se viam sequer as bandeiras de apoio a Luís Marques Mendes.
Ao som de uma banda e rodeada de dezenas de apoiantes, Catarina Martins esteve num sítio que conhece bem e onde foi bem recebida, com abraços das vendedoras e promessas de apoio.
Na banca das flores de Gracinda, a vendedora tinha reservado um cravo para entregar à candidata e mais à frente outra florista, Rosa Maria, entregou-lhe outro símbolo de Abril.
O ramo ficou ainda mais composto quando Catarina Martins parou junto à banca do peixe de Bininha, que ofereceu mais três, antes de desabafar sobre o futuro do seu negócio.
Com 78 anos, a peixeira vai reformar-se e a funcionária, Cristina Ferreira, gostaria de manter o negócio, mas o espaço vai a leilão e, por isso, a banca da vendedora mais antiga do Bolhão vai, provavelmente, passar para outro dono.
"É para quem der mais. Foi assim que fizeram o Bolhão. Não foi para o antigo, foi para o moderno e para uma praça de alimentação. Nada é antigo aqui, a não ser a Bininha", lamentou a funcionária, que disse querer dar continuidade "ao Bolhão antigo".
No penúltimo dia da campanha, a candidata apoiada pelo BE fez questão de visitar aquele espaço histórico da cidade, que está hoje muito diferente em comparação com o que conhecia, antes das obras de requalificação.
"Foram as vendedoras do Bolhão, as mulheres, que salvaram o Bolhão para que pudesse continuar a ser um mercado. Isso foi um dos movimentos mais bonitos que a cidade viu", elogiou a Catarina Martins, sublinhando que foi, sobretudo, para lhes agradecer que passou por ali.
"Num país em que parece tudo destinado ao turismo, que haja mulheres que continuam aqui a lutar por uma comunidade, a lutar por uma cidade", acrescentou, sublinhando que histórias como a de Bininha mostram como essa é uma luta diária por aquele espaço.
"E que seja um sítio vivido com os cheiros, as cores que nós conhecemos no Bolhão e que nós queremos e que fazem a comunidade", disse ainda, rejeitando que Portugal e o Porto se tornem "um postal, um cenário para turistas".
Na reta final de uma campanha em que tem falado muito sobre mulheres, a candidata disse querer agradecer também aos homens e apelou ao voto daqueles que querem uma "democracia inteira".
"A todos os homens que querem que as suas filhas, as suas irmãs, as suas companheiras, as suas mães sejam respeitadas e vivam num país de iguais, que vão votar em mim no dia 18", apelou.
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