Marlene Monteiro Freitas no Festival de Artes Performativas de Bruxelas
- 28/01/2026
De acordo com os primeiros nomes revelados pela organização da 31.ª edição do festival multidisciplinar dedicado ao teatro contemporâneo, dança, performance e artes visuais, a coreógrafa cabo-verdiana e a atriz brasileira estão entre os seis artistas já confirmados.
Thanapol Virulhakul, Cedric Mizero, Alice Diop e Salim Djaferi irão também vão juntar-se à edição deste ano do certame, apresentando os seus trabalhos mais recentes, indica o 'site' do festival, acrescentando que o programa completo "ainda está em segredo", e será divulgado a 30 de março, durante um evento do lançamento.
"Entre cerca de três dezenas de projetos já confirmados, a programação deste ano apresenta uma mistura de descobertas internacionais, rostos conhecidos que regressam ao festival e talentos de destaque da nossa cena local", acrescenta a organização do certame que se realiza todos os anos em Bruxelas, durante três semanas, no mês de maio.
As peças de Marlene Monteiro Freitas, que unem muitas vezes o drama e a comédia, têm recebido elogios da crítica internacional pela expressividade, originalidade e criatividade, e foi galardoada nos últimos anos em palmarés internacionais, nomeadamente em 2018 com o Leão de Prata pela Bienal de Dança de Veneza.
A artista trabalhou com coreógrafos como Loic Touzé, Tânia Carvalho e Boris Charmatz, e assinou, entre outras, as peças "Nôt" (2025), "Canine Jaunâtre 3" (2024), "LULU" (2023), "RI TE "(2022), "ÔSS "(2022), "Mal -- Embriaguez Divina" (2020), a instalação "Cativo" (2019), "Bacantes -- Prelúdio para uma Purga" (2017), cujo denominador comum são a abertura, o hibridismo, a impureza e a intensidade.
Janaina Leite, atriz, diretora e dramaturga brasileira, reconhecida como uma das principais referências contemporâneas no "teatro do real" e inspirações autobiográficas, fundou o Grupo de Teatro XIX, em São Paulo, no Brasil, com o qual desenvolveu espetáculos que circularam nacional e internacionalmente.
A sua investigação artística foca-se na intersecção entre o documentário, o material autobiográfico e, mais recentemente, a relação entre teatro e pornografia, tendo criado peças como "História do Olho - Um Conto de Fadas Porno Noir" (2022), adaptação livre de Georges Bataille que explora a sexualidade explícita e a teatralidade.
Fundado em 1994 por Frie Leysen, o Kunstenfestivaldesarts apresenta anualmente uma programação em mais de 20 centros culturais, teatros e espaços públicos em toda a cidade de Bruxelas, promovendo uma filosofia de diálogo direto com a comunidade local.
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