Mário Centeno está fora da corrida à vice-presidência do BCE
- 19/01/2026
O antigo governador do Banco de Portugal (BdP) Mário Centeno está fora da corrida à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE). As candidaturas do português e do governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks, foram as menos votadas na segunda volta e, por isso, foram convidados a desistir.
A informação foi avançada à agência Lusa por fontes europeias conhecedoras das votações, que decorrem hoje à porta fechada na reunião dos ministros das Finanças do euro, em Bruxelas, que indicaram que Portugal e Letónia retiraram, respetivamente, as candidaturas de Mário Centeno e do governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks, num esforço para consenso e que tem levado à retirada dos menos votados.
Na ronda anterior -- a primeira, que durou cerca de uma hora -- haviam sido retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha dito que se tratava de uma "eleição difícil" para a vice-presidência do BCE, à qual concorria ainda, em Bruxelas, o ex governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno, indicando porém manter "alguma esperança".
O Eurogrupo votou hoje a candidatura do antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e cinco outras à vice-presidência do BCE, para substituir Luis de Guindos, que sai no final de maio.
A votação recaia sobre seis candidaturas: a do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro das Finanças, Mário Centeno; do governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks; do governador do banco central da Estónia, Madis Müller; do governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn; do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius; e do governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic.
O escolhido tem de arrecadar o apoio de 72% dos Estados-membros da área da moeda única (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro), representando pelo menos 65% da população.
Na sequência da discussão do Eurogrupo, o Conselho da União Europeia adotará uma recomendação ao Conselho Europeu (ao nível de líderes), deliberando por maioria qualificada reforçada dos países do euro.
Em conformidade com o processo de seleção, depois de dados estes passos, o BCE e o Parlamento Europeu serão consultados antes de o Conselho Europeu tomar uma decisão final.
O Governo português decidiu apresentar formalmente a candidatura de Mário Centeno a vice-presidente do BCE, no seguimento de um pedido do próprio.
Aos 59 anos, Mário Centeno foi, entre meados de 2020 e meados de 2025, governador do Banco de Portugal, depois de ter exercido funções como ministro português das Finanças entre 2015 e 2020. Foi nessas funções que se tornou presidente do Eurogrupo, o fórum informal da moeda única, entre 2018 e 2020.
[Notícia atualizada às 17h38]
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