Marinha resgatou mais 83 pessoas por causa das cheias. Já são 215
- 06/02/2026
Em comunicado, a AMN informou que, devido à chuva intensa dos últimos dias, e subida do nível das águas, nomeadamente em Alcácer do Sal e em Leiria, os militares da Marinha efetuaram "o resgate de um total de 215 pessoas que se encontravam isoladas por causa das cheias", com recurso aos botes posicionados "para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas".
Só nas anteriores 24 horas, foram resgatadas 83 pessoas afetadas pelo "agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional", devido às depressões Kristin e Leonardo.
Durante estas operações, acrescentou a AMN, foram também resgatados 15 animais em Leiria e, em Benavente (distrito de Santarém), o corpo de fuzileiros "relocalizou em zona segura 10 cavalos e 70 vacas junto ao Mochão do Malagueiro".
Até ao momento, a Marinha apoiou "mais de 2.500 pessoas e reparou mais de 60 habitações e edifícios públicos no âmbito da resposta a esta catástrofe" e foram ainda "desobstruídos cerca de 60 quilómetros de estrada nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém e recolhidos mais de 147 toneladas de detritos do rio Lis".
Segundo a AMN, a Marinha "mantém 44 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias", nomeadamente quatro para atuar no rio Lis, em Leiria, 16 botes no Rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure, e oito no Rio Tejo, em Tancos.
Outros 10 botes, para atuar no Rio Sorraia, estão posicionados em Coruche e em Benavente, dois no Rio Sado, em Alcácer do Sal, e quatro no Rio Tejo.
Além disso, salientou a AMN, através do Departamento Marítimo e do comando regional da Polícia Marítima do Sul, mantém-se uma "presença reforçada de pessoal e meios, com um total de três embarcações e uma mota de água" nas margens do Guadiana, em Vila Real de Santo António, tendo "apoiado 33 embarcações até ao momento".
"A Marinha e a AMN continuam a aumentar, de forma gradual e de acordo com a avaliação efetuada junto das autarquias, o pessoal e meios no local" e, até ao momento, têm "empenhados cerca de 508 militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima, 63 viaturas, 53 embarcações, quatro geradores e 17 'drones', a que acresce um helicóptero em prontidão".
Em simultâneo, refere-se na nota, a Marinha e a AMN continuam a cumprir a sua missão contínua, em forças permanentes em ação de soberania, no quadro das missões de busca e salvamento, patrulhamento e vigilância e fiscalização marítima nas "áreas de soberania, jurisdição ou responsabilidade nacional, as quais não podem ser descuradas".
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela passagem das depressões Kristin e Leonardo.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada, havendo também registo de centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo decretou situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, estendendo-a depois até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Os 68 concelhos irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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