Marinha resgatou 132 pessoas isoladas devido a cheias
- 05/02/2026
"Face ao aumento do nível das águas, devido à chuva intensa dos últimos dias, nomeadamente em Alcácer do Sal e em Leiria, os militares da Marinha efetuaram o resgate de 132 pessoas que se encontravam isoladas por causa das cheias, com recurso aos botes anteriormente posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas", lê-se num comunicado deste ramo das Forças Armadas.
Durante estas operações foram também resgatados 15 animais em Leiria, acrescenta a Armada.
Até ao momento, o ramo diz ter apoiado mais de 2.300 pessoas e reparado mais de 40 habitações e edifícios públicos. Foram ainda desobstruídos cerca de 16 quilómetros de estrada no distrito de Leiria e recolhidos mais de 137 toneladas de detritos do rio Lis.
Segundo o comunicado, a Marinha mantém 44 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente oito para atuar no rio Vouga e Douro, posicionados em Ovar; quatro para atuar no rio Lis, em Leiria; oito prontos a atuar no Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure; mais doze para atuar no rio Tejo, em diferentes localizações.
O ramo tem ainda dez botes posicionados em Coruche e em Benavente prontos a atuar junto ao rio Sorraia e dois para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal.
Além disso, a Autoridade Marítima Nacional (AMN), através do Departamento Marítimo e do Comando Regional da Polícia Marítima do Sul, "mantém uma presença reforçada de pessoal e meios, com um total de três embarcações nas margens do rio Guadiana, em Vila Real de Santo António, tendo apoiado 18 embarcações até ao momento", lê-se no comunicado.
De acordo com o ramo, estão empenhados no terreno cerca de 480 militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima, 61 viaturas, 47 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
[Notícia atualizada às 21h08]
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