Marinha e Autoridade Marítima mantêm meios "em prontidão imediata"
- 11/02/2026
Em comunicado, a Marinha e a AMN informaram que têm neste momento empenhados "cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão".
De acordo com as duas instituições, o dispositivo vai continuar empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingem diversas regiões do país, devido à passagem de depressões em Portugal continental.
Neste âmbito, mantêm-se os meios "para resgate em prontidão imediata junto às zonas de maior risco", inclusive a Marinha continua com 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente quatro botes para atuar no rio Lis, em Leiria; 16 para o rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure; oito para o rio Tejo, colocados em Tancos; 10 para o rio Sorraia, concretamente em Coruche e em Benavente; oito para o rio Sado, em Alcácer do Sal; e um para o rio Arade, em Portimão.
Além destes 47 botes, "este dispositivo vai ser hoje reforçado em Montemor-o-Velho, com duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC)".
Até ao momento, os elementos da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 6.000 quilómetros em ações de reconhecimento, tendo efetuado o resgate de 273 pessoas através das embarcações prontas e posicionadas para apoio imediato à população, nomeadamente 10 pessoas resgatadas durante o dia de hoje em Barosa, concelho de Leiria.
A Marinha e a AMN destacam também no comunicado conjunto a remoção de mais de 340 toneladas de detritos fluviais, o auxílio a 60 embarcações no rio Guadiana, o reconhecimento de mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, a reparação e apoio a mais de 180 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, 162 ações de apoio a equipamentos de produção de energia e auxílio a 102 animais.
Nas últimas 24 horas, as diversas equipas da Marinha continuaram a trabalhar nas regiões mais afetadas pelas tempestades, contribuindo para a "recuperação de infraestruturas e sistemas que apoiam milhares de pessoas", como a reparação elétrica e de telhados em cinco escolas básicas, na região de Leiria e em Ourém (distrito de Santarém), e a distribuição de bens essenciais pela população.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
SSM // VAM
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