Marinha e Autoridade Marítima apoiaram mais de 3.000 pessoas
- 07/02/2026
Até agora, na sequência da passagem pelo continente de sucessivas depressões, os efetivos da Marinha e da AMN percorreram 3.380 quilómetros em ações de reconhecimento e, além das 221 pessoas resgatadas, foram auxiliadas 42 embarcações no rio Guadiana e removidas 197 toneladas de detritos fluviais.
As duas entidades fizeram ainda a desobstrução de mais de 88 quilómetros de estrada e fizeram o reconhecimento de mais de 22 quilómetros da rede elétrica.
Os profissionais estiveram também envolvidos na reparação e apoio a mais de 70 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, em 88 ações de apoio a equipamentos de produção de energia, e no auxílio a 95 animais, segundo o balanço.
A Marinha, indica o comunicado, tem 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente nos rios Mondego, Lis, Tejo, Sorraia, Sado e Arade.
"Estão empenhados 517 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 63 viaturas, 53 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão", indica-se no balanço.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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