Marinha dos EUA destrói nova embarcação nas Caraíbas. Há 3 três mortos
- 14/02/2026
A operação foi realizada numa rota que o Comando Sul do exército dos Estados Unidos (SouthCom) identificou como sendo habitualmente utilizada pelo crime organizado em águas internacionais das Caraíbas, de acordo com uma publicação na sua conta oficial na rede social X.
A morte destas três pessoas soma-se a cerca de 140 mortos e quatro dezenas de embarcações destruídas durante as atividades militares dos Estados Unidos no Mar das Caraíbas e no Pacífico, entre agosto de 2025 e o presente.
Durante esta semana, o Comando Sul, sob as ordens do novo comandante da força, Francis Donovan, realizou três ataques, intensificando as operações na zona.
A Administração do Presidente Donald Trump nunca forneceu provas sólidas que permitissem afirmar que os navios visados estavam efetivamente envolvidos em tráfico, para além de que a execução sumária dos ocupantes das embarcações atacadas viola várias leis norte-americanas e internacionais.
A legalidade da campanha, que no discurso oficial da Casa Branca visa os cartéis que alimentam o tráfico de droga nos Estados Unidos, suscita um debate em todo o mundo, assim como entre a classe política norte-americana.
Especialistas e responsáveis das Nações Unidas denunciaram as execuções extrajudiciais.
Foi também em nome da luta contra os cartéis de droga que as forças norte-americanas capturaram e extraíram de Caracas para Nova Iorque o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, no passado dia 3 de janeiro.
O casal irá agora responder perante um tribunal em Nova Iorque a acusações pela justiça norte-americana de "narcoterrorismo" e importação de "toneladas de cocaína". Ambos declararam-se inocentes numa primeira audiência e devem comparecer novamente em tribunal no próximo dia 17 de março.
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