Marcelo saúda medidas e promete acompanhar processo "a par e passo"
- 01/02/2026
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à chegada a Roma, onde irá jantar hoje com o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, antes do seu encontro com o Papa Leão XIV, no Vaticano, na segunda-feira.
Questionado sobre as medidas hoje aprovadas em Conselho de Ministros, entre as quais a prorrogação da situação de calamidade nos municípios mais afetados pela tempestade, o chefe de Estado respondeu que "em boa hora o fez", disse que sabia disso desde sábado e que conhece "as medidas todas que foram aprovadas".
"E não há dúvida que estas medidas têm uma panóplia de intervenções impressionante, desde as moratórias relativamente às dívidas -- às dívidas privadas, às dívidas à Segurança Social, às dívidas ao fisco -- até ao apoio imediato às pessoas relativamente àquilo que são as intervenções mais urgentes no domínio do alojamento, no domínio dos telhados, no domínio de começo da reconstrução das casas", acrescentou.
O Presidente da República destacou também a aprovação de "medidas urgentes de apoio às empresas" e de "linhas de crédito, as mais variadas" e referiu que, "ao mesmo tempo", o Governo PSD/CDS-PP está "a negociar com a Comissão Europeia aquilo que podem ser os fundos utilizáveis para financiamentos e para empréstimos".
Interrogado se será vigilante em relação à execução dessas medidas até ao fim do seu mandato, Marcelo Rebelo de Sousa declarou: "São 35 dias em que vou acompanhar a par e passo aquilo que vier a ser feito".
O chefe de Estado adiantou que esta será uma das "matérias prioritárias" do "dossiê de passagem de poderes" para o Presidente que for eleito no domingo -- dia da segunda volta das eleições presidenciais, disputada entre António José Seguro e André Ventura -- para "acompanhamento muito de perto" pelo seu sucessor, mesmo ainda antes da sua entrada em funções.
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