Marcelo em Roma para encontros com presidente de Itália e com Papa
- 01/02/2026
Marcelo Rebelo de Sousa deverá chegar a Roma ao fim da tarde. O jantar com o Presidente Sergio Mattarella, com quem esteve várias vezes, incluindo em visitas de Estado recíprocas, está marcado para as 20h00 locais (19h00 em Portugal continental).
Na segunda-feira de manhã, o chefe de Estado irá visitar o túmulo do Papa Francisco, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelas 10h25 locais. Logo depois, seguirá para a Cidade do Vaticano, para a sua primeira audiência com o Papa Leão XIV, marcada para as 11h15.
Será a sua sexta ida como chefe de Estado ao Vaticano, o primeiro destino que visitou no início dos seus dois mandatos, onde foi recebido pelo Papa Francisco, em março de 2016 e de 2021, logo seguido de Espanha, onde também regressará durante esta semana.
Sendo um Presidente católico, deu uma justificação política e laica para essa opção: a Santa Sé ter sido a primeira entidade a reconhecer internacionalmente Portugal como Estado independente e D. Afonso Henriques como Rei, em 1779.
A cerca de um mês de cessar funções, em 09 de março, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu terminar a sua agenda externa como começou, com visitas ao Vaticano e a Madrid, que estavam previstas para dezembro, na ordem inversa, mas foram adiadas devido à sua operação a uma hérnia abdominal.
Foram reagendadas para agora, coincidindo com o período de campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, que se realizará no próximo domingo, 08 de fevereiro, disputada entre António José Seguro e André Ventura.
Após as visitas oficiais de 2016 e 2021, o Presidente da República voltou ao Vaticano em janeiro de 2023, para o funeral do Papa emérito Bento XVI, em abril de 2025, para o funeral do Papa Francisco, e em maio de 2025, para as cerimónias de entronização do Papa Leão XIV.
Nos seus mandatos presidenciais, esteve também com o Papa Francisco em Fátima, em maio de 2017, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá, em janeiro de 2019, antes do funeral de Bento XVI, e na JMJ em Lisboa em agosto de 2023.
Após a morte do Papa Francisco, o chefe de Estado defendeu que o seu sucessor deveria dar continuidade à sua "mensagem de abertura, de disponibilidade, de preocupação com os mais pobres e mais explorados, de paz, de não discriminar ninguém".
Em 09 de maio do ano passado, quando o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, que também tem cidadania peruana, foi eleito Papa, assumindo o nome de Leão XIV, Marcelo Rebelo de Sousa enviou-lhe uma mensagem de felicitações expressando com "profunda alegria" em seu nome pessoal e do povo português.
Em declarações aos jornalistas, nesse dia, o Presidente da República considerou que o novo Papa seria "um continuador do Papa Francisco", de quem era "muito próximo", e alguém com "preocupação com a paz, muito grande, abertura ecuménica, abertura ao mundo", em particular às Américas.
Duas semanas mais tarde, no Vaticano, durante uma sessão de cumprimentos, após a missa de início do pontificado do Papa Leão XIV, Marcelo Rebelo de Sousa disse-lhe: "Portugal está consigo e espera por si".
Leia Também: Marcelo apela a que não se corram "riscos excessivos" após Kristin













