Mamdani reforça proteção de imigrantes em Nova Iorque e critica ICE
- 06/02/2026
O democrata, da ala socialista do seu partido, anunciou o diploma num evento anual que reúne líderes religiosos de várias crenças na Biblioteca Pública de Nova Iorque, após um discurso em que apelou para a união e denunciou "os ataques" ao próximo por parte do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) e os seus "abusos de poder".
Mamdani mostrou um documento e assinou-o na tribuna, afirmando tratar-se de uma ordem executiva para "reafirmar" as proteções aos imigrantes, como impedir o ICE e outras agências federais de entrar em propriedades privadas sem mandado judicial, incluindo em garagens, escolas e hospitais.
As principais agências da administração local devem agora realizar e partilhar formações para todos os funcionários sobre como interagir com as autoridades federais da imigração, precisou um comunicado municipal.
A administração local tem também duas semanas para nomear um gestor de privacidade para cada um dos seus departamentos, realizar formação e certificar que está a cumprir a proteção aos imigrantes ao limitar os dados partilhados com as agências federais, entre as quais o ICE.
Além disso, todas as agências e departamentos municipais, em particular a Polícia e os Departamentos Prisional e de Serviços à Criança, devem auditar as suas políticas internas referentes à interação com as autoridades federais de imigração e atualizar os seus protocolos.
Outro dos pontos novos é a criação de uma comissão para coordenar a "gestão de crise" no âmbito migratório e assim garantir uma resposta que represente toda a administração local, acrescentou a nota de imprensa.
No evento, Mamdani pediu aos líderes religiosos um esforço de consciencialização nas suas congregações, com a distribuição de 32.000 folhetos em dez idiomas, para que os fiéis conheçam os seus direitos ao interagirem com agentes federais, como o acesso a um tradutor e a um advogado, ou o direito de permanecer em silêncio.
A iniciativa foi bem recebida por organizações de defesa dos imigrantes, como a New York Immigrant Coalition, cujo diretor executivo, Murad Awawdeh, afirmou em comunicado que o presidente da Câmara de Nova Iorque "reconhece a sua responsabilidade" e a "obrigação moral" dos residentes em cooperar.
"O Governo federal está a travar uma campanha de terror ilegal e sem prestação de contas contra os imigrantes em todo o país e aqui na cidade de Nova Iorque", declarou o ativista, recordando a situação daqueles que "vivem com medo", tanto nas ruas como nos tribunais.
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