Mais de uma dezena de estradas nacionais cortadas ao trânsito no Alentejo
- 04/02/2026
Fonte da GNR indicou à agência Lusa que a Estrada Nacional (EN) 254, entre Évora e Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo, foi cortada à circulação às 18:00 de hoje.
A Câmara de Viana do Alentejo, no distrito de Évora, informou, em comunicado, que esta estrada foi cortada ao trânsito "como medida preventiva e devido ao risco de rebentamento de uma albufeira", com a consequente inundação da EN254.
Segundo o município, as alternativas são via Alcáçovas (EN380 e EN257) e Torre dos Coelheiros (EM521 e EN384).
O município adiantou que "permanece no terreno a acompanhar os efeitos provocados pelas condições atmosféricas adversas".
"Apela-se, deste modo, à população do concelho que permaneça em segurança, cumpra as recomendações das autoridades competentes e acompanhe as informações divulgadas pelos canais oficiais do município", acrescentou.
No distrito de Beja, segundo fonte da GNR, às 17:00 estavam interditas ao trânsito 11 estradas nacionais e várias estradas municipais.
Estão cortadas ao trânsito, a EN383, entre Montes Velhos e Ervidel, no concelho de Aljustrel, EN2, entre Torrão e Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, IP8, entre Malhada Velha e Figueira de Cavaleiros, também no concelho de Ferreira do Alentejo, EN123, em Garvão, no concelho de Ourique, EN387, entre Cuba e Vidigueira, cno oncelho de Vidigueira, e EN258-1, entre Cuba e Beja, no concelho de Cuba.
Também estão interditas à circulação a EN258, entre Vidigueira e Selmes, no concelho de Vidigueira, EN387, entre Faro do Alentejo e Pero Guarda, no concelho de Ferreira do Alentejo, EN258-1 em Vila Ruiva, no concelho de Cuba, EN255, entre Serpa e Pias, no concelho de Serpa, e IP8, em Figueira dos Cavaleiros, no concelho de Ferreira do Alentejo.
No distrito de Portalegre, segundo a GNR, estão cortadas ao trânsito a EN 246-1, no concelho de Marvão, e a EN245, entre Fronteira e Alter do Chão, assim como várias estradas municipais.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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