Mais de 3.000 pessoas com casas inundadas no sul de Moçambique
- 17/01/2026
"Dados preliminares indicam que mais de 3.000 pessoas viram suas casas serem invadidas pela água das chuvas intensas que caem há mais de uma semana", lê-se numa nota publicada hoje pela ONG World Vision Moçambique.
Segundo a World Vision, o número de afetados continua a aumentar, prevendo-se que as precipitações se mantenham e que as barragens da província de Gaza possam transbordar a qualquer momento, forçando as famílias a procurar refúgio em centros de acomodação.
"A localidade de Chinhacanine, no distrito de Guijá, província de Gaza, é a zona mais afetada, contando com perto de 2.000 pessoas desalojadas. Quase metade das vítimas são crianças", refere a nota, acrescentando que, com a chegada contínua de famílias aos centros até ao final do dia, a capacidade de assistência dos diversos intervenientes é limitada.
A World Vision Moçambique diz ainda que prevê assistir famílias desalojadas nos próximos dias, através da distribuição de jerricãs, baldes, cobertores, purificadores de água, assim como atividades de proteção à criança, enquanto continua a mobilizar recursos adicionais.
Até a última sexta-feira, pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, registando-se a destruição total de 1.160 casas, avançou o Governo, que decretou alerta vermelho nacional.
"No período que vai de 22 de dezembro a 15 de janeiro de 2026, o país registou lamentavelmente oito óbitos de compatriotas nossos, que eleva para 103 o número de óbitos de toda a época chuvosa", disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no fim da sessão extraordinária para avaliar a situação.
Segundo o novo balanço do executivo moçambicano, além das mais de 173 mil pessoas afetadas, as chuvas já destruíram totalmente 1.160 casas e mais de 4.000 ficaram parcialmente inundadas, face às chuvas intensas registadas em todo o país.
A atual época de chuvas, que começou em outubro e vai até abril, tem sido marcada por alertas, principalmente nas zonas do centro e do sul do país, com as autoridades a ativarem ações de antecipação às cheias e inundações.
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