Macau termina 2025 com inflação mais fraca em quatro anos
- 23/01/2026
A subida do índice de preços no consumidor (IPC) no ano passado foi a menor desde 2021, de acordo com dados oficiais divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
Em junho de 2021, Macau viveu o último de 10 meses consecutivos de queda de preços - ou deflação - no pico da crise económica causada pela pandemia de covid-19.
A deflação reflete debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.
Os dados oficiais mostram que em 2025 a inflação se fez sentir sobretudo nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 0,62%). O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,54%.
Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,84% e 0,49%, respetivamente. Em 11 de novembro, a Autoridade Monetária de Macau aprovou a terceira descida da taxa de juro este ano.
Em abril de 2024, a Assembleia Legislativa do território acabou com vários impostos sobre a aquisição de habitações, para "aumentar a liquidez" no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong.
Com a recuperação no número de visitantes, a região semiautónoma chinesa registou uma subida de 25,4% no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.
Pelo contrário, os gastos com eletricidade e telecomunicações caíram 3,16% e 3,46%, respetivamente, enquanto o preço dos bilhetes de avião decresceu 6,36%.
A inflação desceu em dezembro, fixando-se em 0,69%, menos 0,03 pontos percentuais do que em novembro, interrompendo quatro meses consecutivos de aceleração.
Na China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC subiu 0,8% em termos homólogos em dezembro, registando o aumento mais elevado desde 2023, num sinal encorajador, apesar de persistirem pressões deflacionistas na segunda maior economia do mundo.
Esta foi a terceira subida consecutiva e estava em linha com as previsões de um grupo de economistas consultados pela agência de notícias financeiras Bloomberg.
A segunda maior economia mundial enfrenta há mais de dois anos pressões deflacionistas, com a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial a penalizarem os preços, enquanto a incerteza no comércio internacional dificulta o escoamento de produtos por parte dos fornecedores.
O índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, aprofundou em dezembro a tendência negativa dos últimos dois anos, com uma descida homóloga de 1,9%.
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