Lídia Jorge apoia Seguro e aponta equilíbrio, moderação e coragem
- 12/01/2026
"Compreendo que o momento é delicado, esta eleição tem características muito particulares e está-se a viver um momento também globalmente muito particular e posso dizer que vou votar, tenciono votar em António José Seguro", disse à agência Lusa, Lídia Jorge.
A escritora explicou que, em eleições presidenciais, o que está em causa são "mais as personalidades do que propriamente as tendências partidárias", referindo que António José Seguro lhe dá "segurança de equilíbrio".
"Sobretudo tendo em conta que ele soube ausentar-se durante 10 anos e regressou com coragem, com parcimónia, com equilíbrio e neste momento eu tenho de escolher entre os candidatos que têm essas características, dada a situação em que o país se encontra", explicou.
Para Lídia Jorge, este "regresso com coragem" à vida política que o candidato apoiado pelo PS fez tem sido em defesa da Constituição e da "democracia tal como até aqui a conhecemos", destacando "a ausência de agressividade e a moderação" com que tem feito a sua campanha.
Segundo a conselheira de Estado, a decisão deste voto foi tomada recentemente e os debates tiverem um peso importante nesta decisão, apontando que o socialista tem uma personalidade que lhe "parece moderada".
"A defesa que ele faz dos direitos laborais, que me parece que foi inequívoco, também o facto de dizer que a Constituição não pode ser alterada como me parece que querem propor, o facto de falar de valores que devem continuar e que serão sempre modernos -não há outros modernos do que esses -- que é a separação inequívoca dos três poderes criados por Montesquieu e que não renegociáveis", elencou.
Para Lídia Jorge, o candidato foi "tão seguro" na defesa destes temas que resolveu "votar em António José Seguro".
Nas últimas comemorações do 10 de junho, Lídia Jorge foi presidente da comissão organizadora e, no discurso que fez em Lagos durante a cerimónia, alertou contra a possibilidade de loucos atingirem o poder e contra "a fúria revisionista que assalta pelos extremos", num discurso em que condenou o racismo, a escravatura e a cultura da mediocridade.
Na sua intervenção, com cerca de 30 minutos, citou Shakespeare, Camões e Cervantes, "três autores que perceberam bem que, em dado momento, é possível que figuras enlouquecidas, emergidas do campo da psicopatologia, assaltem o poder e subvertam todas as regras da boa convivência".
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