Líbano: ONU quer retirar 'capacetes azuis' até meados de 2027
- 10/02/2026
Aqueles 'capacetes azuis' atuam na 'zona-tampão' entre Israel e Líbano desde março de 1978, mas o seu mandato termina em 31 de dezembro, conforme resolução aprovada em agosto passado, por iniciativa de Israel e dos Estados Unidos da América.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) "planeia reduzir e retirar todo o seu pessoal militar até meados de 2027", disse a responsável, acrescentando que em 31 de dezembro de 2026, vai começar "o processo de repatriação de pessoal e de equipamentos e a transferência" de posicionamentos e instalações "para as autoridades libanesas".
Ardiel esclareceu que, com o fim do mandato, as ações da FINUL vão ficar mais limitadas, dedicando-se a "proteger o pessoal e os bens da ONU" e a garantir a saída segura daquele país do Médio Oriente.
Os 'capacetes azuis' colaboram com o exército libanês, que tenta desarmar o movimento islamista radical Hezbollah, pró-iraniano, depois de estabelecido o cessar-fogo com Israel, em novembro de 2024.
Apesar da trégua, as Forças da Defesa de Israel continuaram a atacar posições alegadamente ocupadas por aquele grupo armado e a FINUL relatou, diversas vezes, ter sofrido disparos por parte do exército israelita.
A porta-voz da FINUL declarou que já foram dispensados quase dois mil soldados e que outros 200 devem deixar o Líbano em maio. Atualmente, há um total de cerca de 7.500 'soldados da Paz' de 48 países.
Segundo Ardiel, a redução do efetivo é "resultado direto" da crise financeira da ONU, não estando relacionada com o fim do mandato daquela força destacada no Líbano.
As autoridades libanesas já pediram a presença militar internacional contínua após a retirada da força da ONU, mesmo que em menor número de elementos, sobretudo oriundos de estados-membros europeus da FINUL.
A Itália indicou que vai manter presença militar em território libanês e o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou no final de janeiro que é necessária "uma presença internacional, de preferência liderada pela ONU".
Numa visita a Beirute, há uma semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, defendeu que afirmou que o exército libanês deveria assumir o lugar da UNIFIL quando esta se ausentar.
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