Leiria avalia segurança para regressos a casa e reabertura de vias
- 06/02/2026
"O que estamos a fazer durante a manhã é, precisamente, validar se há condições de segurança, quer para reabrir as estradas, quer para as pessoas poderem voltar para as suas casas e para as fábricas que foram condicionadas durante o dia de ontem [quinta-feira]", disse à agência Lusa Luís Lopes, que tem o pelouro da Proteção Civil.
O autarca explicou que "a noite foi relativamente calma, comparando com o cenário" durante o dia de quinta-feira, registando-se "alguma estabilização dos caudais e até algumas das zonas deixaram de estar alagadas".
Ainda assim, houve "algumas árvores e algumas estruturas em queda", além de que "os solos continuam com muita água e muito instáveis, o que dificulta as operações".
Quanto à estação elevatória de Porto Figueira (entre Barreiros e Gândara dos Olivais), "foi condicionada pelas cheias", reconheceu.
"Apesar de termos feito uma proteção à volta da estação elevatória, houve entrada de água, mas pouca quantidade", adiantou, referindo que prosseguem "desobstruções e a reposição de algumas estruturas que foram afetadas" ainda pela depressão Kristin.
Segundo o autarca, decorrem também trabalhos por parte de militares e várias empresas "na recuperação de telhados e de alguns edifícios".
Na quinta-feira, o número de pessoas deslocadas foi de 66, sendo que 45 foram junto à Escola Profissional de Leiria (em São Romão) e "todas elas por meios próprios", além de 21 pessoas na zona da Ponte das Mestras, onde o Lena desagua no Lis.
Destas 21 pessoas, oito foram retiradas com recurso a embarcação dos Fuzileiros, assim como 18 ovelhas, explicou nesse dia Luís Lopes.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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