Kremlin diz não ter recebido convite para eventual cimeira do G7 em Paris
- 20/01/2026
"Moscovo não recebeu um convite", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na conferência de imprensa diária, quando questionado sobre a possibilidade de responsáveis russos participarem à margem do encontro.
A reação surge depois de Trump ter divulgado na sua rede Truth Social uma mensagem privada enviada por Macron, na qual o chefe de Estado francês propunha a organização de uma cimeira do G7 em Paris na quinta-feira, após o Fórum Económico Mundial de Davos.
Na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada pela presidência francesa, Macron sugeria convidar, à margem da reunião, representantes da Rússia, da Ucrânia, da Dinamarca e da Síria.
"Posso organizar uma reunião do G7 em Paris na quinta-feira à tarde, depois de Davos", escreveu Macron, acrescentando que poderia convidar "os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos".
O Presidente francês referiu ainda a necessidade de discutir divergências sobre a Gronelândia e afirmou estar alinhado com Trump relativamente à situação na Síria e à possibilidade de ações conjuntas em relação ao Irão.
"Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irão. Não percebo o que está a fazer na Gronelândia", escreveu Macron.
Na mesma mensagem, Macron convidou Trump para um jantar em Paris antes do seu regresso aos Estados Unidos.
Fonte da presidência francesa afirmou que a mensagem demonstra a coerência da posição de Macron, tanto em público como em privado.
"A soberania e a integridade territorial dos Estados são inegociáveis, nomeadamente no caso da Gronelândia, e o compromisso da França, enquanto aliada da NATO, com a segurança no Ártico mantém-se inalterado", explicou a mesma fonte.
Relativamente à Síria, a presidência francesa indicou que Paris continua a trabalhar com Washington para apoiar a unidade e a integridade territorial do país e para garantir o respeito pelo cessar-fogo, no quadro do combate ao Estado Islâmico.
Sobre o Irão, a mesma fonte sublinhou que a França exige o respeito pelas liberdades fundamentais e manifesta solidariedade para com os que as defendem.
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