Kim Jong-un envia carta a Putin: Promete apoio "condicional e constante"
- 08/01/2026
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, escreveu uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, reforçando que estará sempre ao lado de Moscovo.
"Respeitarei e apoiarei incondicionalmente todas as suas medidas e decisões, e estou disposto a estar sempre ao seu lado pelo seu bem e pelo bem da Rússia", referiu o líder norte-coreano, de acordo com a Agência Central de Notícias da Coreia [KCNA, na sigla em inglês].
O conteúdo da carta foi conhecido esta quinta-feira [já sexta-feira na Coreia do Norte], e na missiva Kim Jong-un reforçou: "Esta escolha será constante e permanente."
Kim aproveitou a ocasião para reiterar que considera a sua relação de amizade "como uma das mais preciosas e um orgulho".
"A nossa estreita cooperação continuará em diversas áreas no futuro, de acordo com o espírito da parceria estratégica integral entre a Coreia do Norte e a Rússia, os interesses estratégicos de ambos os países e as aspirações de ambos os povos", acrescentou.
Por fim, o líder norte-coreano desejou a Vladimir Putin "boa saúde e muito sucesso em todas as suas importantes tarefas", enquanto ao povo russo "apenas" lhe desejou "sucesso e vitória". "E envio-lhe os meus mais calorosos votos", concluiu.
Ainda de acordo com a KCNA, citada pela Reuters, esta demonstração de apoio foi uma resposta de Kim a Putin, que lhe enviou uma carta no fim do ano. Nessa correspondência, o líder russo dizia que o ano de 2025 tinha tido um "significado especial" para a relação entre Moscovo e Pyongyang.
Putin saudava ainda a participação "heroica" da Coreia do Norte dos soldados norte-coreanos na guerra da Ucrânia, nomeadamente na região de Kursk. A atuação demonstrava "claramente a amizade inabalável" entre as duas nações, de acordo com o que Putin escreveu na carta, conhecida a 25 de dezembro.
De acordo com serviços de informações da Coreia do Sul, Pyongyang destacou cerca de 15 mil soldados para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia. Em troca, o regime de Kim Jong-un terá recebido divisas, bens e tecnologia de Moscovo.
Já no mês passado, Kim Jong-un presidiu a uma cerimónia de boas-vindas aos soldados do 528.º regimento de engenharia, que passaram 120 dias na região de Kursk, parcialmente ocupada pelas forças ucranianas entre agosto de 2024 e a primavera de 2025. O líder norte-coreano anunciou "a perda dolorosa de nove vidas" na missão, segundo noticicou a KCNA a 13 de dezembro.
O líder concedeu às nove vítimas o título de "Heróis da República Popular Democrática da Coreia" e outras distinções, a fim de "prestar uma homenagem eterna à sua bravura", acrescentou a agência.
Já em junho, a Rússia tinha anunciado o envio de mil soldados de engenharia e cerca de cinco mil trabalhadores norte-coreanos para "a reconstrução da região de Kursk", retomada da Ucrânia dois meses antes pelas forças russas, com a ajuda de um contingente norte-coreano.
A participação desses soldados em operações de desminagem foi confirmada em novembro, com fotos, pelo jornal oficial do Ministério da Defesa russo.















