Kim Jong-un elogia economia e estatuto mundial da Coreia do Norte em congresso
- 20/02/2026
A Coreia do Norte "consolidou irreversivelmente o seu estatuto no palco mundial", disse Kim, na quinta-feira, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.
Algo que resultou "numa mudança drástica na ordem política global e nas relações que afetam o nosso país", acrescentou o chefe de Estado, numa aparente referência às repetidas alegações de Pyongyang de ser uma potência nuclear.
Kim disse que a Coreia do Norte tinha ultrapassado as "piores dificuldades" desde o último congresso, há cinco anos, e que o partido estava agora "a enfrentar tarefas históricas pesadas e urgentes".
O líder mencionou a necessidade de "impulsionar o desenvolvimento económico e o nível de vida do povo e transformar todas as áreas da vida estatal e social o mais rapidamente possível".
Kim denunciou ainda o "derrotismo profundamente enraizado" e a "imaturidade nas capacidades de liderança" que continuam a prejudicar o trabalho do partido, um sinal de possíveis represálias contra funcionários considerados inadequados.
O nono congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia "foi aberto com uma grande cerimónia em Pyongyang", indicou a KCNA.
Este congresso é a reunião mais importante do partido no poder, um grande evento político que tradicionalmente reforça a autoridade do regime e pode servir de plataforma para anunciar mudanças políticas ou remodelações dentro da elite.
Desde o congresso anterior, em 2021, a Coreia do Norte continuou a desenvolver o seu arsenal nuclear e realizou múltiplos testes de mísseis balísticos intercontinentais, desrespeitando as proibições do Conselho de Segurança da ONU.
Pyongyang também desenvolveu laços estreitos com a Rússia, nomeadamente enviando soldados norte-coreanos para apoiar as forças russas na linha da frente na Ucrânia.
Em 2024, os dois países assinaram um tratado que inclui uma cláusula sobre a assistência mútua em caso de ataque.
Os desfiles militares que tradicionalmente acompanham um congresso serão monitorizados de perto por especialistas através de imagens de satélite, uma vez que o regime de Pyongyang tem um historial de os utilizar para exibir as suas armas mais recentes e poderosas.
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