Jovens agricultores destacam oportunidades mas pedem "cautelas urgentes"
- 14/01/2026
"A AJAP reconhece que o acordo UE-Mercosul representa uma grande oportunidade para as exportações portuguesas [...]. A eliminação e/ou redução de direitos aduaneiros sobre as nossas exportações (em concreto produtos como azeite, vinho, frutas e queijo) pode significar, para estes setores, vantagens competitivas acrescidas", afirmou, em comunicado.
Para a associação, a UE deve seguir uma estratégia de defesa da agricultura europeia, articulada entre países, acrescentando que a soberania nacional não pode ficar na dependência de outros.
Por outro lado, referiu que a atividade agrícola, pecuária e as dinâmicas dos territórios rurais também são uma "estratégia de defesa na produção de alimentos".
Contudo, os jovens agricultores pedem "cautelas urgentes" na defesa da agricultura europeia e portuguesa neste acordo, notando que pode colocar em risco alguns setores, como a pecuária e o dos cereais.
A associação precisou que nestes países o custo de mão-de-obra é muito inferior e que a utilização de alguns produtos fitofarmacêuticos e veterinários coloca entraves às exigências da UE.
"Tudo isto pode potenciar uma concorrência desleal nos mercados, visto que as normas de produção e as regras ambientais dos países sul-americanos não são as mesmas que existem na Europa. Deste modo, pode estar em causa o rendimento de muitos agricultores portugueses, que passam agora a competir nas importações com o grande agronegócio", avisou.
Assim, a AJAP pede que as cláusulas de salvaguarda previstas no acordo sejam "estritamente cumpridas" e que haja um rigoroso controlo fitossanitário e ambiental.
O Conselho da União Europeia anunciou na sexta-feira a aprovação do acordo comercial com quatro países do Mercosul.
Este acordo vai ser assinado no sábado, no Paraguai.
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