Jornalistas querem investigação a ataque mortal em Gaza
- 22/01/2026
"O CPJ condena o ataque israelita contra um veículo civil claramente identificado no centro de Gaza, que causou a morte dos fotojornalistas independentes Mohammad Salah Qashta, Anas Ghnaim e Abed Shaat [colaborador da agência de notícias France-Presse], durante um cessar-fogo em vigor", declarou em comunicado a diretora do comité para o Médio Oriente,
Sara Qudah destacou que Israel, que "possui tecnologia avançada capaz de identificar os seus alvos", tem a "obrigação, nos termos do direito internacional, de proteger os jornalistas".
Por seu lado, a AFP exigiu, em comunicado, uma "investigação completa e transparente" pela morte de Shaat, de 34 anos, que colaborava na produção da agência há "quase dois anos" e era "muito querido pela equipa" que cobre Gaza.
A agência francesa afirmou ainda que "demasiados jornalistas locais foram assassinados em Gaza nos últimos dois anos, enquanto os jornalistas estrangeiros continuam sem poder entrar livremente no território".
Os três profissionais foram mortos enquanto levavam a cabo uma missão para o Comité Egípcio para a Reconstrução de Gaza, que supervisiona o trabalho humanitário do Egito no território palestiniano. Seguiam num jipe com o logótipo da organização, para fazer a cobertura dos acampamentos de tendas construídos pelo Cairo.
Pelo menos outros 207 jornalistas e profissionais da comunicação social palestinianos foram mortos em Gaza, a grande maioria por Israel, desde o início da guerra em 2023, incluindo três desde que um frágil cessar-fogo entrou em vigor em outubro.
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