Jorge Pinto promete listar edifícios públicos para habitação
- 04/01/2026
Num discurso na festa de abertura da sua campanha eleitoral, em Lisboa, Jorge Pinto enumerou várias das iniciativas que pretende por em curso se for eleito Presidente da República e anunciou, entre algumas já conhecidas, que, embora não tenha poder de legislar, vai promover reuniões entre o Governo, as autarquias e as CCDR para responder à crise na habitação.
"Deixo esse compromisso: juntar à mesa as autarquias, os ministérios, o primeiro-ministro, as CCDR para começarmos por uma coisa muito simples que ainda não existe. Um inventário completo de todos os edifícios e terrenos públicos que podem servir para criar habitação pública de qualidade a preço acessível", prometeu.
O candidato apoiado pelo Livre considerou que esta "deve ser uma prioridade de um Presidente da República" e sugeriu também que o chefe de Estado pode, por exemplo, convidar o poder político e os cidadãos a "voltarem a pensar nas cooperativas de habitação", lembrando que este modelo já serviu para responder aos "problemas trágicos" que surgiram no pós-25 de Abril.
Jorge Pinto reiterou também a promessa que já tinha feito de organizar, até ao final do ano, uns Estado Gerais dedicados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considera estar a ser "seriamente ameaçado".
"É insustentável e é intolerável termos mais de um milhão de portugueses sem médico de família. É insustentável e é intolerável termos pessoas à espera meses, por vezes anos, por uma consulta. Isto não é o nosso país. Isto não é o Serviço Nacional de Saúde que criamos em Abril", disse.
O candidato apoiado pelo Livre definiu também como prioritária a área da educação, enfatizando o seu papel como "elevador social" e a importância de uma escola pública gratuita e de qualidade em que os professores têm todas as condições para ensinar.
O também deputado lembrou a sua promessa de organizar uma "assembleia cidadã" para discutir a regionalização para que se possa avançar com esse processo e seja permitido aos portugueses pronunciarem-se sobre "algo que é bom para todos" e que está previsto na Constituição.
Jorge Pinto defendeu ainda a importância da prevenção da corrupção, argumentando que falar sempre de "combate à corrupção" dá como certo de que este crime vai acontecer e transmite a ideia de que "todos são corruptos e o importante é apanhá-los".
"Nós que tanto falamos de um pacto da justiça, o Presidente da República pode e deve falar de corrupção, mas falando na sua prevenção. Porque é isso que fazem os países que efetivamente combatem a corrupção. É preveni-la na sua origem, na sua raiz, mas não é isso que outros candidatos querem", sublinhou, pedindo também que o combate à violência doméstica passe a ser prioritário nas políticas de justiça.
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