Jorge Pinto critica quem promove "nacionalismo bacoco"
- 16/01/2026
O candidato a Presidente da República apoiado pelo Livre esteve esta tarde na associação Batoto Yetu Portugal, na freguesia de Marvila, em Lisboa, que trabalha com jovens e crianças interessados na cultura africana, provenientes de meios económicos desfavoráveis, onde sublinhou que a "diversidade e pluralidade" do país é uma força e não uma fraqueza.
"Essa força passa também pelas pessoas que já vivem cá no nosso país há décadas, que já nasceram cá, porque nós quando falamos de minorias não falamos certamente apenas de estrangeiros, mas também daqueles que chegam mais recentemente ao nosso país. Todos eles têm um lugar no nosso país porque eles vêm fortalecer e até honrar-nos ao querer viver aqui, ao querer fazer aqui as suas vidas, ter aqui as suas famílias", declarou.
Para Jorge Pinto, compete ao Estado dar "condições a essas pessoas para aqui desenvolverem as suas vidas", fazendo esforços nas escolas, com a aprendizagem da língua portuguesa, e apoiando associações como o Batoto Yetu, pelo papel no reconhecimento da "história africana de Lisboa e do país".
O candidato a Belém sublinhou que Portugal tem "várias cores" e é um país "onde todos cabem", afirmando que há agora quem queira apagar a história portuguesa em nome de um "nacionalismo bacoco".
"A história portuguesa foi sempre uma história de diversidade. Que haja quem agora a queira apagar, que queira quase fazer-nos regressar a um nacionalismo bacoco, que nunca foi aquele que realmente foi a política portuguesa, é que é problemático", enfatizou, respondendo a uma pergunta sobre as recentes intervenções de André Ventura contra minorias.
Questionado sobre o facto de fazer a última tarde de campanha numa associação e não numa arruada, como outros candidatos optaram por fazer, Jorge Pinto explicou que "veio para fazer coisas diferentes" e "mostrar o Portugal positivo" e não precisa de interações "encenadas" para convencer o eleitorado.
"Entre estar aqui e dar esta visibilidade, ou estar na rua para dizer que estive na rua, para ter um contacto, uma interação mais ou menos encenada com alguém, pois bem, prefiro também estar aqui do que estar neste tipo de ação. Porque, repito, o que me interessa é mostrar um Portugal que já existe e que vale a pena defender", acrescentou.
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