Jordânia rejeita decisão de Israel sobre registo na Cisjordânia
- 15/02/2026
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia condenou "as medidas do Governo israelita destinadas a anexar território palestiniano ocupado, sendo a mais recente a decisão ilegal de designar terras na Cisjordânia ocupada como 'terras estatais'", que classificou como uma "flagrante violação do direito internacional".
E enfatizou que "Israel não tem soberania sobre a Cisjordânia ocupada", denunciando que esta decisão visa também impedir "o fim da ocupação e o estabelecimento de um Estado (palestiniano) independente e soberano dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas de 04 de junho de 1967".
Além disso, a diplomacia de Amã lembrou que Israel está a violar resoluções do Conselho de Segurança da ONU, como a 2334, que condena qualquer tentativa de alterar a composição demográfica e o estatuto do território palestiniano ocupado e sublinha que não reconhecerá qualquer alteração nas fronteiras de 1967.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia instou a comunidade internacional a "assumir as suas responsabilidades legais e morais e a obrigar Israel, a potência ocupante, a interromper a sua perigosa escalada e as suas ações ilegais e unilaterais na Cisjordânia ocupada".
De acordo com o Ministério da Justiça israelita, o objetivo da medida é "o registo de extensas áreas" na Cisjordânia em nome do Estado de Israel, enquanto o Governo israelita fornecerá à autoridade governamental competente o orçamento e o equipamento necessário para realizar o assentamento da terra.
O ministro da Justiça israelita, Yaariv Levin, falando após a aprovação da medida, disse tratar-se de "uma verdadeira revolução na Judeia e Samaria", nome bíblico utilizado pelos nacionalistas israelitas para a Cisjordânia, e afirmou que "a Terra de Israel pertence ao povo de Israel".
Leia Também: Israel aprova designação de zonas da Cisjordânia como propriedade estatal













