Israel diz ter matado dois militantes num confronto em Gaza
- 13/01/2026
As forças israelitas referiram que identificaram "seis terroristas armados na zona ocidental de Rafah, perto das tropas israelitas".
"Os tanques chegaram ao local e abriram fogo contra os terroristas. Os terroristas dispararam contra os soldados num dos tanques, e houve troca de tiros, incluindo ataques aéreos direcionados para a área", detalhou a mesma fonte, acrescentando que dois militantes foram mortos.
Ao abrigo do frágil cessar-fogo que entrou em vigor em outubro, após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas no pequeno território palestiniano, o Exército israelita retirou-se para o interior da Faixa de Gaza a leste de uma "linha amarela".
Segundo o acordo de cessar-fogo, que começou em 10 de outubro, a cidade de Rafah está sob o controlo do Exército israelita, enquanto a área a oeste dessa linha permanece sob o controlo do Hamas.
Os incidentes ocorrem diariamente, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violar os termos do cessar-fogo, enquanto a situação humanitária no território continua a ser crítica.
Na quinta-feira, a Defesa Civil de Gaza, uma organização de primeiros socorros que opera sob o controlo do Hamas, informou que 13 palestinianos, incluindo cinco crianças, foram mortos em ataques aéreos israelitas no território palestiniano.
Mais tarde, o Exército israelita declarou que realizou estes ataques na Faixa de Gaza "em resposta a um projétil perdido disparado em direção ao Estado de Israel a partir da zona da Cidade de Gaza".
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, um total de 447 palestinianos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. As IDF, por sua vez, reportou a morte de três soldados.
O cessar-fogo suspendeu a ofensiva que o Exército israelita tinha em curso na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, em resposta aos ataques de milícias extremistas palestinianas lideradas pelo Hamas no sul de Israel.
Os ataques do Hamas causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, cuja devolução estava prevista no acordo de cessar-fogo, e a retaliação israelita provocou mais de 71.400 mortos, bem como a destruição da Faixa de Gaza.
O acordo de cessar-fogo faz parte de um plano norte-americano que prevê também o desarmamento do Hamas e o governo do enclave palestiniano por uma autoridade transitória.
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