Israel contabiliza 300 entradas e saídas de Gaza pela passagem de Rafah
- 09/02/2026
O organismo militar israelita responsável pela gestão dos assuntos civis nos territórios ocupados (COGAT), que supervisiona as passagens de fronteira com Gaza, publicou uma mensagem nas suas redes sociais a relatar o fluxo de pessoas que passaram por aquele ponto.
De acordo com os dados, 100 pessoas doentes e os seus acompanhantes partiram para o Egito por Rafah na semana passada, o mesmo número de habitantes de Gaza que entraram no enclave palestiniano vindos do território egípcio.
No domingo, saíram mais 50 pessoas e 50 entraram em Gaza, segundo o COGAT. Estes são os primeiros números oficiais divulgados sobre a passagem.
Anteriormente, a agência de notícias EFE indicou hoje que cerca de 230 palestinianos haviam conseguido atravessar para o Egito e outros 140 entraram em Gaza, após uma semana da reabertura da passagem de Rafah, de acordo com fontes diplomáticas e do Crescente Vermelho Palestiniano e Egípcio.
No seu comunicado, o COGAT indica que a travessia por Rafah deve ser aprovada pelas autoridades egípcias e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo que a passagem depende da "capacidade da fronteira".
"Israel continuará a trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros para facilitar a entrada e saída dos residentes de Gaza através da fronteira de Rafah, de acordo com a estrutura acordada", acrescentou o comunicado.
Na primeira semana desde a reabertura da fronteira por Israel, o fluxo de pessoas foi inferior ao esperado, uma vez que as fontes egípcias previam entre 150 a 200 pessoas a atravessar Rafah diariamente.
A fronteira foi reaberta na segunda-feira passada, pela primeira vez em quase dois anos - com exceção de um breve período no início de 2025 ---, de acordo com o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, mas apenas para pessoas.
Este plano de vinte pontos, desenhado pela Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceu que Rafah seria aberta nos dois sentidos sob o mesmo mecanismo do acordo de cessar-fogo de janeiro de 2025 - que durou três meses - o qual indicava que a ajuda humanitária, além de pessoas, seria permitida em Gaza através desta passagem.
Nos primeiros sete dias da reabertura, Israel não permitiu a entrada de ajuda humanitária.
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