Irão? Vários países pedem reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU
- 16/01/2026
Numa carta dirigida ao presidente do Conselho, o Reino Unido, Alemanha, Islândia, Moldova e Macedónia do Norte solicitaram que o principal órgão das Nações Unidas em matéria de direitos humanos "realize uma sessão especial para tratar da degradação da situação dos direitos humanos na República Islâmica do Irão".
"É necessária uma sessão especial devido à importância e à urgência da situação", refere a carta, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP).
O documento destaca "relatos credíveis de violências alarmantes, repressão contra manifestantes, violações do direito internacional e dos direitos humanos em todo o país".
O pedido, que terá de obter o apoio de pelo menos um terço dos 47 membros do Conselho para ser validado, foi apresentado numa altura em que o Irão é abalado por algumas das maiores manifestações da sua história e por uma repressão que, segundo observadores, provocou milhares de mortos.
As manifestações parecem prosseguir hoje, apesar da forte repressão por parte da República Islâmica e de um corte de internet que isola o país do resto do mundo.
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se na quinta-feira, em Nova Iorque, para discutir a situação no Irão.
Fonte próxima do processo indicou à AFP que já existe um "amplo apoio entre os membros" do Conselho dos Direitos Humanos ao pedido de sessão especial.
Os países membros têm até segunda-feira para apoiar a realização da sessão solicitada.
A organização não-governamental Iran Human Rights (IHR), com sede em Oslo, na Noruega, aponta atualmente para pelo menos 3.428 mortos, casos verificados pela própria organização ou através de fontes independentes.
Outras estimativas apontam para mais de 5.000 mortos, podendo chegar aos 20.000, segundo a IHR, sendo que o corte de internet dificulta o trabalho de verificação das organizações não-governamentais e dos meios de comunicação social.
A cadeia de televisão Iran International, ligada à oposição e a emitir a partir do estrangeiro, afirma, por seu lado, que pelo menos 12.000 pessoas foram mortas, citando altas fontes governamentais e de segurança.
Leia Também: Irão? Forças israelitas mantêm orientações de segurança no Médio Oriente













