Irão rejeitou negociar com os Estados Unidos sob ameaça de ataque militar
- 28/01/2026
Para a diplomacia de Teerão, a possibilidade de negociação com os Estados Unidos depende do atenuar das pressões políticas.
"Se querem que as negociações se concretizem, terão de parar com as ameaças e as exigências excessivas", disse Araqchi na televisão estatal iraniana, dirigindo-se à Administração norte-americana.
Donald Trump admitiu a possibilidade de negociações, mas ameaçou levar a cabo uma intervenção militar contra o Irão devido à repressão dos protestos na República Islâmica.
Nesse sentido, Washington enviou uma força naval para o Golfo Pérsico.
No Irão, 41.880 pessoas foram detidas e milhares de manifestantes morreram, segundo os dados mais recentes da organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists.
Outras organizações de defesa dos direitos humanos continuam o trabalho de documentação da repressão, dificultado pelo bloqueio da internet imposto por Teerão desde o passado dia 08 de janeiro.
Hoje, o Irão executou um homem detido em abril de 2025 que foi acusado de espionagem a soldo de Israel.
Hamidreza Sabet Esmailpour, condenado por fornecer informações a um agente da Mossad - serviço de informações de Israel -, foi enforcado, segundo a agência de notícias iraniana Mizan.
As autoridades iranianas deram como provado que Sabet recebeu instruções da Mossad para transportar veículos contendo explosivos na cidade de Isfahan (centro do Irão), destinados a "operações de sabotagem" e que enviou informações confidenciais ao serviço de informações israelita.
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