Irão cancela 800 execuções, mas EUA mantêm pressão: "Opções em aberto"

  • 15/01/2026

Karoline Leavitt destacou em conferência de imprensa que o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou Teerão para "sérias consequências" caso a repressão dos protestos se mantenha.

 

A porta-voz confirmou ainda que Trump falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, segundo o jornal The New York Times, lhe pediu para não intervir militarmente no Irão.

O Governo norte-americano já tinha anunciado sanções económicas contra as autoridades acusadas de coordenar a repressão aos protestos, incluindo Ali Larijani, chefe do mais alto órgão de segurança do Irão.

Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, Donald Trump ameaçou repetidamente intervir militarmente contra o Irão, antes de afirmar, na quarta-feira, que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios cessaram" e que as execuções planeadas de manifestantes não iriam ocorrer.

Em Teerão, o poder judicial tinha prometido julgamentos rápidos e públicos para os manifestantes detidos.

A televisão estatal transmitiu interrogatórios de suspeitos conduzidos pelo chefe do poder judicial, aumentando os receios entre os defensores dos direitos humanos de "confissões forçadas" encenadas.

Enquanto a possibilidade de ataques norte-americanos era seguida de perto no Médio Oriente, um alto dirigente saudita disse hoje à agência France-Presse (AFP) que a Arábia Saudita, o Qatar e Omã alertaram Donald Trump para o risco de "graves repercussões para a região".

Os três países "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o Presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de demonstrar as suas boas intenções", relatou a fonte saudita sob anonimato, acrescentando que os contactos prosseguem, com vista a "consolidar a confiança conquistada e o atual clima positivo".

A Suíça, que representa os interesses de Washington no Irão, referiu que ofereceu os seus "bons ofícios" para aliviar a tensão durante uma conversa telefónica na quarta-feira com Ali Larijani.

Numa chamada telefónica para o seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, também frisou "a importância da condenação internacional de qualquer interferência estrangeira" na região.

A China transmitiu hoje pelo seu lado a Teerão que se opõe "ao uso da força nas relações internacionais", antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na República Islâmica, a pedido da diplomacia de Washington.

Num sinal de alívio de tensão, o nível de alerta na base militar norte-americana de al-Udeid, no Qatar, a maior no Médio Oriente, foi reduzido, com o regresso de alguns militares depois de Doha ter anunciado na quarta-feira a sua partida.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira pela organização Iran Human Rights (IRHNGO), com sede em Oslo, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas durante o movimento de protesto, com base em informações confirmadas diretamente pela organização ou com base em testemunhas e fontes médicas e de morgues.

Estimativas de outras organizações apontam para um mínimo de 2.637 mortos e acima de 12 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet há uma semana.

Teerão confirmou apenas que mais de 150 membros das forças de segurança foram mortos até ao momento, mas ainda não divulgou números sobre civis, alegando que os processos de identificação ainda estão em curso.

Segundo o chefe da diplomacia iraniana, a "calma regressou" ao país, onde as autoridades têm "o controlo total" da situação.

Leia Também: Ricardo Sá Pinto continua com planos para eventual retirada do Irão

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2920290/irao-cancela-800-execucoes-mas-eua-mantem-pressao-opcoes-em-aberto#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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