Irão avisa que responderá imediatamente a qualquer agressão dos EUA
- 30/01/2026
"O alcance da guerra estender-se-á, sem dúvida, por toda a região. Do regime sionista aos países que abrigam bases militares americanas, todos estarão ao alcance de nossos mísseis e drones", disse o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, em declarações à televisão estatal.
Os Estados Unidos enviaram uma frota para o Médio Oriente liderada pelo porta-aviões americano Abraham Lincoln o respetivo grupo de escolta.
Isto surge num período de ameaças do presidente americano Donald Trump de atacar o Irão caso Teerão não concorde em negociar.
Em relação ao Abraham Lincoln, o porta-voz militar iraniano declarou que "esses porta-aviões são vulneráveis às capacidades de mísseis e mísseis hipersónicos da República Islâmica do Irão".
Sustentando que as Forças Armadas iranianas estão mais bem preparadas do que estavam durante a guerra de 12 dias em junho, iniciada por Israel contra o Irão, na qual os Estados Unidos participaram bombardeando três instalações nucleares iranianas, o porta-voz militar iraniano afirmou que "não é possível fazer previsões precisas" sobre as intenções de Trump.
"Estamos a lidar com um indivíduo narcisista e delirante que muda constantemente de posição. Se os americanos errarem nos cálculos, certamente não se desenrolará como Trump imagina: realizar uma operação rápida e, duas horas depois, dizer que a operação terminou", afirmou. Akraminia.
O Irão sofreu graves danos durante a guerra de 12 dias em junho com bombardeamentos israelitas diários contra alvos militares, civis e nucleares, além da morte de cerca de 30 oficiais militares de alta patente.
Mas Akraminia afirmou que os EUA não alcançaram o seu objetivo de "derrubar o sistema político e até mesmo desintegrar o Irão".
Trump declarou na quarta-feira que a frota mobilizada "está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão de forma rápida e, se necessário, com força" e comparou a situação à da Venezuela, onde prendeu Nicolás Maduro, e exigiu que o Irão chegasse a um acordo.
O presidente dos EUA ordenou o envio da frota após protestos que abalaram o país a partir do final de dezembro de 2025 e foram violentamente reprimidos pela República Islâmica.
Teerão acusa os Estados Unidos e Israel de instigarem os protestos, que começaram por questões económicas e rapidamente se expandiram para incluir exigências pelo fim da República Islâmica.
Os EUA alegam 3.117 mortes, enquanto Organizações Não Governamentais, como a HRANA, com sede nos EUA, elevaram o número de mortos para 6.373, com milhares de relatos não confirmados de assassinatos e mais de 40.000 prisões.
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