Irão afirma direito à produção de combustível nuclear para fins pacíficos
- 19/02/2026
"A base da indústria nuclear é o enriquecimento. Para tudo o que se deseja fazer no processo nuclear, é necessário combustível nuclear", declarou o chefe da Agência de Energia Atómica do Irão, Mohammad Eslami, num vídeo publicado pelo jornal Etemad.
"O programa nuclear do Irão está a progredir de acordo com as regras da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), e país algum pode privar o Irão do seu direito de beneficiar pacificamente desta tecnologia", acrescentou o responsável.
Eslami reafirmou, assim, a forte reivindicação do seu país ao direito ao enriquecimento, depois de os Estados Unidos terem avisado o Irão na quarta-feira que seria "muito aconselhável" chegar a um acordo, reiterando a sua ameaça de ação militar no caso de a diplomacia falhar. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já enviou uma força naval significativa para a região do Golfo Pérsico.
Teerão e Washington realizaram uma segunda ronda de negociações em Genebra na terça-feira, com a mediação do Omã, no final da qual concordaram em continuar as discussões, embora tenham sublinhado que ainda estão longe de ultrapassar as suas divergências.
Os dois países retomaram as negociações em 06 de fevereiro em Omã, as primeiras desde a guerra de junho, desencadeada por um ataque israelita ao Irão, ao qual os Estados Unidos se juntaram brevemente para destruir instalações nucleares iranianas.
Os Estados Unidos têm exigido repetidamente que o Irão abandone o enriquecimento de urânio, sublinhando ainda que qualquer acordo deve também abordar o programa de mísseis balísticos do Irão e o seu apoio a grupos armados na região hostis a Israel.
Teerão, por sua vez, afirma que deseja discutir apenas o seu programa nuclear.
Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, juntamente com Israel, acusam a República Islâmica de procurar adquirir armas nucleares. Teerão nega ter tais ambições militares, mas insiste no seu direito a esta tecnologia para fins civis.
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