Insanidade mental iliba mãe acusada de matar filha de 2 anos nos EUA
- 15/01/2026
A mulher que foi acusada de ter causado a morte da filha de 2 anos com doses excessivas de um anti-histamínico foi absolvida por insanidade mental, esta quarta-feira, em Virginia, nos EUA.
Leandra Andrade tinha 38 anos quando foi encontrada inconsciente num quarto de hotel, em Virginia Beach, em agosto de 2022.
A sua filha Lanoix, de apenas dois anos, foi encontrada a espumar da boca, no mesmo quarto, tendo-se provado que lhe tinha sido administrada uma dose excessiva de Benadryl, medicamento usado para aliviar os efeitos de alergias. A menina acabou por morrer.
Na sequência do sucedido, a mulher foi acusada de homicídio e abuso de uma criança. Foi agora ilibada de uma pena de prisão por se considerar que não estava bem, tendo o seu advogado de defesa afirmado que esta batalhava contra problemas de saúde mental desde 2004.
O incidente aconteceu no meio de uma batalha legal pela custódia da filha. "Ela fê-lo porque não conseguiu aquilo que queria", acusa o pai da menina, que confessa que nunca imaginou que a ex-companheira fosse capaz de tal ato.
Fabio Andrade ficou com a custódia da filha por decisão do tribunal, que decretou porém que Leandra tinha direito a estar metade do tempo com a menina, motivo pelo qual estava com ela naquele dia fatídico.
Na noite do sucedido, a mulher terá enviado várias mensagens ao ex, tendo numa delas escrito: "Nenhum de nós quer o futuro que estás a planear, isso vai fazer-te chorar à noite quando te fores deitar".
"Prometeram-me que iam fazer justiça mas não é isso que estão a fazer", acusa agora Fabio, que não concorda com a decisão desta quarta-feira do tribunal de Virginia, defendendo que a filha não esteve segura ao lado desta mulher e "ninguém estará".
Fabio escreveu uma carta ao juiz pedindo-lhe que reconsidere esta decisão, mas fez saber que não teve oportunidade de a entregar. Segundo explicam os advogados, isso acontece porque como Fabio não foi testemunha nesta audição, não usufrui de mecanismos legais para que se possa endereçar ao tribunal, explica o WTKR News.
Na carta que escrevera, o homem referia o facto de temer que a experiência profissional de Leandra tivesse influenciado a decisão judicial.
"Como sabem, tenho vindo a referir que a minha ex-mulher é uma profissional de saúde mental, com formação académica, licenciatura, mestrado e licença profissional. Na verdade, ela continuou a exercer a profissão até um ano depois de ter assassinado a nossa filha, e eu chamei a atenção de todos para esse facto, mas acho que não foi levado em consideração", afirma.
Uma avaliação forense ordenada pelo tribunal sobre o estado mental de Leandra em 2024 levou ao diagnóstico de TEPT, transtorno depressivo maior recorrente. A avaliação concluiu também que esta já havia tentado o suicídio anos antes de matara filha.
A mulher enfrenta uma audiência de liberdade condicional em março, que determinará se será internada numa instituição de saúde, relata a WTKR.
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