"Inimigos da democracia" trarão "mundo velho" se forem eleitos
- 11/01/2026
Num discurso no final de um almoço com apoiantes num hotel no centro de Aveiro, o candidato presidencial deixou vários alertas sobre uma "democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina", e para um "Estado a abrir fendas e uma sociedade a deslaçar".
"Que permite que os inimigos da democracia se aproveitem disso, de uma forma populista e radical, para prometerem um mundo novo no dia seguinte a eles serem eleitos", disse.
No entanto, para Seguro é claro que estes "inimigos de democracia" "não querem um mundo novo", mas sim o "regresso a um mundo velho" com o qual Portugal acabou há mais de 50 anos com o 25 de Abril que pôs fim à ditadura.
"É claro que não está na perspetiva nenhum golpe militar para dar cabo da democracia. Os inimigos da democracia já não funcionam assim", apontou.
De acordo com o candidato à Presidência da República apoiado pelo PS, estes radicais e populistas vão a eleições, "metem-se dentro das instituições e depois fazem tudo para as destruir".
"Primeiro, retirando-lhes credibilidade para que as pessoas digam: 'a política é isto?'. Depois, colocando no debate coisas que não têm nada a ver com a vida das pessoas para depois irem dizer junto das pessoas 'eles os políticos' - como se eles também não fossem -- 'não tratam dos vossos problemas'", criticou.
Seguro defendeu que há apenas quem assista a esta degradação da democracia e há quem "saia do sofá", colocando-se neste último grupo.
"Eu estava com uma vida tranquila entre a praia da Foz do Arelho, as vinhas em Penamacor e as minhas universidades em Lisboa e olhei para este Estado a abrir fendas, para esta democracia com pouca qualidade, com esta sociedade a deslaçar e levantei-me do sofá", justificou, uma ideia que tem defendido desde que anunciou a sua candidatura.
Mais à frente no seu discurso, o ex-líder do PS defendeu que é preciso preparar Portugal para viver nas mudanças que têm acontecido no mundo, que não é "de limitações e de constrangimentos", mas "de oportunidades à escala mundial e global".
"Dou um exemplo na área da defesa. Toda a gente percebe que hoje é necessário darmos uma prioridade à defesa e à segurança nacional, como não nos era exigida há muitas décadas, desde o fim da Guerra Fria. Eu tenho muitas dúvidas nos tais 5% de que se fala e por isso sempre defendi que, antes de gastar mais, nós devemos gastar melhor", reiterou.
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