Ingrid traz chuva, vento e neve. Conheça os conselhos da Proteção Civil

  • 22/01/2026

A depressão Ingrid traz, especialmente a partir desta quinta-feira, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental. De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país será assolado por precipitação - por vezes forte -, vento, agitação marítima e queda de neve. Neste âmbito, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já emitiu um aviso à população, onde deixou conselhos.

 

Mas primeiro, eis o que esperar. Segundo o IPMA, ocorrerão "períodos de chuva, por vezes forte, em especial no litoral a norte de Sines e no interior Centro e Sul, durante a tarde e início da noite de hoje, 22 de janeiro" e haverá ainda "vento forte e com rajadas no litoral, em especial a sul do Cabo Mondego, e nas terras altas do Centro e Sul, mais intenso nos dias 23 e 24 de janeiro". 

Quanto à agitação marítima, será "forte na costa ocidental, com ondas até 7 metros até ao final do dia 23 de janeiro, podendo atingir os 12 metros de altura máxima". Já no dia 24, sábado, "preveem-se ondas até 9 metros, podendo atingir os 15 metros de altura máxima". 

O IPMA prevê também "queda de neve nas regiões Norte e Centro a 23 de janeiro, acima dos 600/800 m, descendo pontualmente aos 400 m no final da tarde, com acumulações até 5 cm acima dos 600 m e entre 20 a 30 cm acima dos 800 m até à manhã de 24 de janeiro".

Quais os efeitos expectáveis? 

Em comunicado esta quinta-feira enviado às redações, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil explicou quais os efeitos que são expectáveis. Os "episódios de precipitação, vento, agitação marítima e queda de neve", recorda, "estão normalmente associados":

  • "À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro; 
  • À ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; 
  • À instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo; 
  • A piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve; 
  • A possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
  • Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
  • Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento."

E que medidas preventivas? 

Na mesma nota, a ANEPC aponta que "o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações". 

E são elas:

  • "Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; 
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte; 
  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais; 
  • Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias; 
  • Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e, quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas: Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões; Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos; Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas; Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário; Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento; Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos; 
  • Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
  • Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira; 
  • Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve; 
  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança".
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Depressão Ingrid traz neve, agitação marítima e vento a Portugal continental, assim como alguma precipitação, sobretudo entre sexta-feira e a madrugada de sábado. Assim sendo, 34 equipas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR vão estar prevenção.

Tomásia Sousa | 14:50 - 22/01/2026

De indicar ainda que a Proteção Civil referiu, em conferência de imprensa, que, em virtude do mau tempo, "sairá um SMS que resultará em mais de 10 milhões de mensagens que vão ser difundidas por toda a nossa população".

Leia Também: Ingrid agrava estado do tempo a partir da tarde. Há vários avisos

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2924282/ingrid-traz-chuva-vento-e-neve-conheca-os-conselhos-da-protecao-civil#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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