Idoso escapou de incêndio em Hong Kong porque cão quis ir passear
- 29/11/2025
Um idoso que morava num dos prédios que foi consumido pelas chamas em Hong Kong, na passada quarta-feira, conseguiu escapar aos incêndios porque o seu cão quis ir passear no momento certo.
Tsang, um homem reformado de 70 anos, estava a voltar para casa depois de ter ido passear o seu cão, quando viu nuvens de fumo a sair do complexo Wang Fuk Court, onde morava com a mulher e a filha.
"Vi muito fumo e chamas. Quando tentei ir para o andar de cima, os bombeiros já tinham bloqueado a passagem e mandavam todos sair", contou Tsang ao South China Morning Post.
O incêndio, recorde-se, consumiu um prédio de 32 andares e morreram, pelo menos, 128 pessoas. Há também mais de 70 vítimas que se encontram hospitalizadas.
O idoso afirmou sentir-se "muito sortudo", uma vez que tanto a sua mulher como a filha não estavam em casa naquele momento e também porque o seu cão decidiu que era hora de ir passear, salvando-lhe assim a vida.
O meio chinês mostra ainda um foto de Tsang sentado num banco de jardim a alimentar o seu patudo perto do local do incêndio.
Autoridades detiveram 10 pessoas por negligência
O incêndio em Hong Kong deflagrou pelas 14h51 locais (6h51 em Lisboa) de quarta-feira, no distrito de Tai Po, no Wang Fuk Court, um bairro social construído nos anos 80, composto por oito torres com cerca de 30 andares e um total de 1.984 apartamentos. O fim das operações no terreno só foi declarado na manhã de sexta-feira.
Trata-se do fogo em edifícios mais mortífero a nível mundial desde 1980, excluindo incêndios ocorridos em discotecas, prisões ou centros comerciais, de acordo com pesquisas na base de dados de catástrofes da Universidade de Lovaina (Bélgica).
A causa do incêndio ainda não é conhecida, mas já há dez pessoas detidas por suspeitas de negligência nas obras de renovação, que estavam a ser levadas a cabo. Hong Kong começou este sábado o luto, que vai durar três dias.
Hong Kong inicia três dias de luto
Hong Kong iniciou hoje três dias de luto pelo incêndio que consumiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte da cidade, e que causou pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos.
Às 08h00 horas locais (00h00 em Lisboa), o chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, presidiu a uma sessão em que foram feitos três minutos de silêncio no exterior da sede do Governo.
As bandeiras da China e da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) estão a meia haste em todos os edifícios públicos até segunda-feira.
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