Herzog em visita à Austrália marcada por luto da comunidade e protestos
- 09/02/2026
A chegada de Herzog foi confirmada pela Embaixada de Israel na Austrália na sua conta na rede social X, que divulgou várias imagens do Presidente ao lado da primeira-dama, Michal Herzog, à chegada ao país, onde foram recebidos pelo embaixador israelita na Austrália, Amir Maimon, e pela sua esposa.
O Presidente israelita, que inicia uma visita oficial de quatro dias, foi convidado pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, para acompanhar a comunidade judaica no processo de luto e expressar solidariedade após o ataque, perpetrado por dois indivíduos armados, influenciados pela ideologia extremista do Estado Islâmico, no passado dia 14 de dezembro na praia de Bondy, nos arredores de Sydney.
Albanese revelou no domingo que a visita de Hersog "tem como objetivo apoiar a comunidade judaica" após um ataque, que classificou de "devastador". O chefe do Governo australiano adiantou que se reunirá com Herzog e as famílias das vítimas. "Eram maridos, pais, filhas, irmãs, amigos, entes queridos", sublinhou.
O ataque terrorista deixou 16 mortos, incluindo um dos assaltantes, um pai e um filho, que atiraram contra pessoas reunidas numa celebração da festa judaica de Hanukkah junto à praia famosa.
De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência de Israel, Herzog e a primeira-dama visitarão comunidades judaicas em diferentes pontos da Austrália para expressar apoio e força após o ataque, além de participarem em eventos comunitários e em reuniões oficiais com altas autoridades australianas, incluindo Albanese e líderes de diferentes partidos políticos.
A visita coincide com um clima de tensão em Sydney, onde são hoje esperadas manifestações a favor da Palestina. O coletivo Grupo de Ação Palestina convocou uma manifestação em frente à Câmara Municipal da cidade, na qual prevê uma participação de cerca de 5.000 pessoas.
Os protestos ocorrem depois de o Governo australiano declarar a visita como um "evento importante", o que confere poderes especiais à polícia. Os organizadores recorreram da decisão junto dos tribunais da cidade, considerando "draconianas" as medidas de segurança, que permitem restringir ou negar concentrações no centro de Sydney e em áreas do leste da cidade, incluindo Bondi.
As principais cidades do país, entre elas Melbourne, Brisbane, Canberra, Adelaide e Hobart, também serão palcos de protestos, convocados para hoje e para os próximos dias.
As autoridades australianas reforçaram a segurança após o atentado e, na última quinta-feira, um tribunal acusou um jovem de 19 anos por publicar ameaças de morte contra "um chefe de Estado estrangeiro ou uma pessoa protegida internacionalmente", em referência a Herzog, um crime que pode acarretar até dez anos de prisão.
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